Projecto de intervenção social promove mente sã e envelhecimento activo. Foto: Human Coop

“Nós queremos levar às pessoas idosas a felicidade, porque a velhice não tem que ser uma coisa má. Se nós dermos as atividades certas a elas, as puxarmos, as tirarmos de casa, também têm direito a ter felicidade. Daí que o nosso mote é a felicidade não tem idade”, disse a psicomotricista Ana Santos ao nosso jornal.

A Human Coop surgiu do sonho destas três técnicas da área das ciências sociais e humanas e da saúde, que quiseram “ir mais além”, e daí terem constituído esta cooperativa em novembro de 2019.

“A nossa missão é proporcionar momentos de bem estar que contribuem para a autonomia e a saúde (física, mental e social) de cada uma das pessoas. A nossa visão é ligar pessoas, através da dança, da psicomotricidade, da neuropsicologia e da educação social, com atividades inovadoras e adaptadas”, tudo isto, assente em valores como “a criatividade e inovação, cooperação, solidariedade, respeito, humanização, igualdade, responsabilidade, profissionalismo e rigor, e sustentabilidade”, explicou.

ÁUDIO | ANA SANTOS, SÓCIA FUNDADORA DA HUMAN COOP:

Ana Santos disse que a Human Coop é uma cooperativa de solidariedade social, sem fins lucrativos, tendo sifo fundada em novembro de 2019 com dois grandes objectivos.

“As três fundadoras, eu, que sou psicomotricista, a Vanda Serra, que é neuropsicóloga, e a minha colega Ana Morgado, que é educadora social, já estávamos a trabalhar na área do envelhecimento, cada uma na sua área de formação. Começámos inicialmente, eu e a Vanda, a fazer o embrião das academias da mente, em que ela fazia estimulação cognitiva e eu fazia a dança sénior de forma quinzenal, cada uma de nós num grupo com demências, mas devido aos recursos financeiros dos participantes ser baixinho, não estava a ser sustentável”, contou.

“E então”, continuou, “pensámos que temos que criar alguma coisa para nos podemos candidatar a outro tipo de apoio que nós, em termos individuais, não conseguíamos fazer. E assim foi. E lá está: a união faz a força. Um técnico sozinho não consegue fazer quase nada. Três juntos, à partida, iríamos conseguir fazer mais coisas, unir esforços. Então foi assim que surgiu a Human Coop, para conseguimos fazer mais coisas, para além daquilo que nós já fazíamos” e avançar com o alargar do projecto no território.

“E dar possibilidades às pessoas mais velhas de terem outro tipo de atividades, que não fosse só a educação física, a ginástica, a hidroginástica, e incluir atividades mais do foro da estimação cognitiva, para prevenirmos as demências. E foi assim que surgiu a HumanCoop”, contou, num projeto social desenvolvido por profissionais do setor.

“Nós queremos levar às pessoas idosas a felicidade, porque a velhice não tem que ser uma coisa má. Se nós dermos as atividades certas a elas, as puxarmos, as tirarmos de casa, também têm direito a ter felicidade. Daí que o nosso mote é a felicidade não tem idade. E com a dança sénior foi muito esta situação de, ao fazerem a dança, vão para lá e depois dizer que lhes dói um braço, dói isto ou aquilo mas saem de lá sempre felizes. E é esta questão, a felicidade não tem idade”, declarou Ana Santos, tendo lembrado que o projecto tem crescido a olhos vistos.

“Nós começámos a comemorar o Dia Mundial da Dança em 2022. Tivemos 10 participantes e neste momento, no último ano, foram 400. E queremos espalhar mais ainda, ter mais academias da mente, e levar a estimulação cognitiva e a dança sénior a mais pessoas”.

Foto: Human Coop

“A nossa visão, a nossa intervenção nesta área do envelhecimento, e muito orientada pelas nossas formações de base. A psicomotricidade, a questão da dança sénior, a educação social e a neuropsicologia. E tudo o que nós fazemos é com este foco terapêutico de prevenção, que é um trabalho que ainda não se faz em Portugal, mas que é preciso apostar imenso”, defendeu.

“E aqui sim, a nossa missão é conseguirmos levar mais atividades diferentes a esta área, a esta faixa etária. E quem sabe conseguimos espalhar isto mesmo por Portugal inteiro e já estamos a fazer um projeto piloto de replicação das nossas academias da mente”, avançou.

A Human Coop abraçar um novo projeto, que será apresentado esta semana. Com o apoio da empresa ‘De Casa em Casa’, como parceiro, e com o apoio da empresa Hyperion Renewables e do município de Abrantes, como investidores sociais, a cooperativa promove na sexta-feira, em Arreciadas, uma conferência de imprensa de apresentação pública do projeto Dem.Care.Abt, uma iniciativa de inovação social centrada na intervenção nas pessoas com demência e seus cuidadores, que será implementada no concelho de Abrantes, através do programa Portugal Inovação Social.

O projeto junta financiamento público e privado para responder, de forma humanizada e descentralizada, ao desafio do envelhecimento com demência em Portugal, informa a Human Coop, em comunicado.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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