No âmbito da programação cultural em rede VOLver, o próximo espetáculo está agendado para dia 7 de julho, domingo, com um “Tributo a Carlos Paião”, em Vila Nova da Barquinha, na Praça da República, às 21h00, pela Associação Concórdia Música. Cerca de quatro dezenas de coralistas vão acompanhar os músicos da Associação Concórdia, numa homenagem a um dos mais marcantes músicos portugueses, que morreu de forma inesperada e trágica em 1988.
A programação do “Volver”, a decorrer até dezembro, inclui um vasto programa de música, cinema, exposições, conferências e teatro, assim como a possibilidade de visitar os locais e os espaços diversificados que os identificam, sendo a cultura apresentada pela organização como veículo de “promoção da aproximação e diálogo entre os povos”, e a ”Liberdade” o mote para a terceira edição da iniciativa. Programa completo AQUI.
“A cultura desempenha um papel crucial na promoção e proteção da liberdade ao moldar as atitudes, valores e comportamentos das pessoas em uma sociedade”, indica a organização, em comunicado, tendo feito notar que “uma cultura que valoriza a liberdade de pensamento, expressão e ação, é fundamental para a proteção dos direitos individuais e para o desenvolvimento de uma sociedade justa e democrática”.
Nesse sentido, refere a mesma nota, “a Liberdade do VOLver 2024 é um convite à livre participação num vasto programa cultural diversificado”, a decorrer desde maio e até dezembro, com o “teatro, música, exposições, cinema, palestras, visitas a monumentos e a inúmeros lugares representativos dos patrimónios destes territórios” a serem “o mote para encontros e passeios” por estes três concelhos.
O programa, que se iniciou em Torres Novas com uma “conversa aberta” sobre a guerra colonial e com o concerto “In Memoriam”, na Golegã e em Vila Nova da Barquinha, pelo Coro de Câmara da Associação Cultural Cantar Nosso, levou no dia 15 de junho, à Golegã, um Festival de Folclore, dia em que foi apresentada, nos três municípios, a performance e exposição “Uma praça de gente a arder”.
A cargo da associação cultural O Corpo da Dança, “Uma praça de gente a arder” é uma performance alusiva às manifestações realizadas em Torres Novas em 25 de Abril e 01 de maio de 1974, com a projeção de imagens desses dias.

Nesta exposição que parte da temática projetada para a programação do VOLver 2024, e considerando a comemoração dos 50 anos da revolução que devolveu a Liberdade à sociedade portuguesa, dar-se-á espaço para a apresentação de documentos e memórias dos três municípios que integram esta edição da Programação Cultural em Rede. A exposição ficará patente até 15 de dezembro.
A par do espetáculo, foi apresentada uma instalação promovida pelo Museu Municipal Carlos Reis, constituída por 10 fotografias, em que foi possível “recordar os rostos de milhares de pessoas que participaram nessas manifestações” e o “ambiente de festa e alegria que então se viveu”, e com uma sessão de poesia em que foram partilhados testemunhos de quem vivenciou o 25 de Abril, em Torres Novas.
Ainda em junho, o VOLver levou teatro de marionetas aos três municípios, nos dias 29 e 30, iniciando o mês de julho, no dia 07, domingo,, com um “Tributo a Carlos Paião”, em Vila Nova da Barquinha, na Praça da República, às 21h00, pela Associação Concórdia Música.
Cerca de quatro dezenas de coralistas vão acompanhar os músicos da Associação Concórdia, numa homenagem a um dos mais marcantes músicos portugueses, que morreu de forma inesperada e trágica em 1988.

Ainda em julho, o Jardim das Rosas, em Torres Novas, recebe no dia 12 a Banda Sinfónica da GNR, ao passo que a localidade do Pombalinho, na Golegã, acolhe o músico, compositor e multi-instrumentista Pedro Vicente, no dia 20.
O programa anuncia para agosto, no dia 03, a atuação do músico Ruben Portinha, na Golegã, com a aldeia de Azinhaga, no mesmo concelho, a receber no dia 31 um “Arraial Cultural” pelo Rancho dos Campinos d’Azinhaga.
Já em setembro, no dia 14, o Grupo de Teatro Boca de Cena leva ao Virgínia, a Torres Novas, a peça “Coro das Freiras”, com direção de António Lourenço Menezes, com o espetáculo “O Quê?!!”, de Zé Magico, a decorrer, em quatro atos, nos municípios de Torres Novas e Golegã, entre 20 de setembro e 05 de outubro.
O teatro Virgínia recebe, ainda em setembro, a 21, o concerto de “Bicho Carpinteiro”, com Rui Rodrigues (Dazkarieh, Uxukalhus, Casuar) e Diogo Esparteiro (Royal Bermuda, Pas de Probleme), com o Museu Municipal Martins Correia, na Golegã, e a Black Box da Central do Caldeirão, em Torres Novas, a receberem, nos dias 28 e 29, a peça de teatro “De Cá para Lá”.
A Banda da Armada apresenta-se a 19 de outubro no pavilhão desportivo municipal de Vila Nova da Barquinha, com a Praça 5 de Outubro, em Torres Novas, a ser palco de um Encontro de Ranchos, no dia 12, em formato de ‘workshop’ e “partilha de tradições, usos e costumes”.
Até final do ano, o VOLver leva ainda a Vila Nova da Barquinha o espetáculo “Não estavas capaz… não vinhas”, com Ana Arrebentinha, e um Encontro de Bandas, que repete no Palácio dos Desportos, em Torres Novas, a par da peça de teatro “Ladrão que rouba ladrão”, pela companhia Sonhos em Cena.
O programa encerra novembro com a palestra “Liberdade, desafios contemporâneos da democracia”, em Torres Novas, no dia 21, culminando o VOLver 2024 com uma mesa-redonda, a 14 de dezembro, em Vila Nova da Barquinha, com debate aberto à população para “avaliar e refletir” sobre o projeto, e “recolha de contributos para novos ciclos de programação conjunta”.
c/LUSA
