Tagusvalley. Créditos: mediotejo.net

Geração Circular, Emprego Inteligente para Jovens – Este programa que pretende capacitar jovens desempregados (18 a 25 anos) com competências fundamentais para o mercado de trabalho dos próximos anos, tecnológicas (IA+EC) e pessoais, tais como pensamento crítico (resolução de problemas), comunicação (entender e comunicar ideias), colaboração (trabalho em sinergia) e criatividade (aliar o melhor do passado ao melhor do futuro).

Para além de todas as vantagens em participar neste programa, o grupo vencedor de cada edição será premiado com um passe de três dias para o NOS Alive, oferecido a cada membro da equipa.

Folheto Informativo: https://drive.google.com/file/d/1K4ltfGnEZq-RapEawCMdWDdXugScZSKh/view?usp=sharing 

Email para informações: andreia.rodrigues@tagusvalley.pt

Médio Tejo aposta em dois novos projetos para reduzir o desemprego entre os jovens

Tratando-se de um fenómeno abrangente em termos regionais e académicos, em que Portugal se posiciona claramente acima da média europeia, a elevada taxa de desemprego entre a faixa etária mais jovem é hoje um problema, estando na base da criação de ambos os programas. O TagusValley identificou-o como “um problema social a abordar”, tendo-se envolvendido nestas iniciativas, sendo entidade líder do Geração Circular e investidor social do iMagine.

Médio Tejo aposta em dois novos projetos para reduzir o desemprego entre os jovens. Foto: mediotejo.net

O projeto “Geração Circular: Emprego Inteligente para Jovens” destina-se aos jovens residentes no Médio Tejo, com idades entre os 18 e os 25 anos, que estão desempregados ou à procura do seu primeiro emprego e que tenham concluído o 12º ano.

A iniciativa surgiu com o principal objetivo de equipar os jovens com ferramentas que os preparem para os desafios do mercado de trabalho, com destaque para as áreas emergentes, como a economia circular e a inteligência artificial, bem como competências ao nível pessoal, como o pensamento crítico, a comunicação, colaboração e criatividade.

Médio Tejo aposta em dois novos projetos para reduzir o desemprego entre os jovens. Foto: mediotejo.net

No ano em que o TagusValley assinala 20 anos de existência, o diretor executivo sublinhou que o tema do empreendedorismo e da capacitação, através do desenvolvimento de competências, tem vindo a ser trabalhado desde 2008.

Pedro Saraiva. Foto: mediotejo.net

“O tema do emprego jovem é para nós um foco. (…) Nesse contexto surgiram estes dois projetos, que muito nos orgulham e que esperemos que consigamos aportar resultados de impacto ao concelho de Abrantes, em particular e a todo o Médio Tejo”, explica Pedro Saraiva.

Desta forma, o TagusValley apostou numa parceria com a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo para “ganhar mais força e mais capacidade de intervir no território”, sendo o projeto da “Geração Circular” aplicado a todo o Médio Tejo.

“A ideia foi pegar em duas coisas que estão numa fase de rápida implementação, mas onde não existe ainda muitas competências no mercado, que é o caso da inteligência artificial e da economia circular, juntá-las num programa em que as pessoas, para além de serem capacitadas nesses temas, tivessem o desafio de criar uma proposta de aplicação ao território, onde pudessem mostrar não um modelo de negócio apenas, mas as competências que aplicaram na construção daquele modelo”, explica Homero Cardoso, coordenador do projeto.

Desta forma, tenta-se “promover um concurso de aplicações de tecnologias e de conceitos ao território que sirvam como uma forma de mostrar as competências que as pessoas podem levar para as organizações”.

O projeto procura atuar na redução do desemprego entre os jovens, tendo em conta a taxa de desemprego jovem em Portugal, que em 2022 se situava nos 19%, enquanto na União Europeia era de 14,5%.

Dados do IEFP obtidos em agosto de 2023 apontam para 625 jovens desempregados no Médio Tejo, com idades até aos 25 anos, situando-se a taxa de desemprego jovem nesta região nos 13,6%. O município de Abrantes, em 2023, contava com o maior número de jovens desempregados (150 casos).

O “Geração Circular” integra um programa de laboratórios, aprendizagem, experimentação e ideação, onde os participantes terão a oportunidade de desenvolver “aplicações concretas de tecnologias e sistemas que a economia procura hoje perceber e absorver enquanto fator de competitividade”.

De acordo com o coordenador, irão decorrer laboratórios de aprendizagem para a capacitação nos domínios da economia, na inteligência artificial, mas também na área do desenvolvimento pessoal. “Vamos ter um conjunto de oficinas de upcycling, na lógica de explicar como é que se consegue gerar valor a partir de produtos que aparentemente não têm valor em diferentes áreas, (…) e vai haver um laboratório de ideias, que passa precisamente por ajudar a desenvolver, a partir de um grupo de indivíduos, uma ideia enquanto equipa”, explica Homero Cardoso.

Além disso, terá ainda lugar uma “sessão de pitch” e a componente de mentoria para que aqueles que queiram desenvolver uma ideia a possam levar mais longe.

As metas do projeto passam por alcançar 150 jovens ao longo de quatro edições, com uma percentagem de participação por género que seja equivalente, que os jovens se sintam mais confiantes e preparados após a frequência do programa e ainda que a percentagem de jovens integrados no mercado de trabalho, 6 meses após a conclusão do projeto, supere os 70%.

Por sua vez, o “iMagine” aposta no empreendedorismo criativo, permitindo aos jovens (com idades entre os 15 e os 24 anos, de Abrantes) reforçar as competências pessoais e profissionais, levando-os a explorar o seu potencial e a construir um “futuro de sucesso”. João Esteves é um dos fundadores da DiVERGE Sneakers, a marca portuguesa de sneakers que “promove o impacto social” e que é responsável pelo projeto.

De acordo com o CEO da marca, esta potencia a auto-expressão ao nível do calçado, contando com uma plataforma onde os consumidores podem criar os seus próprios sneakers. A produção é feita por encomenda, o que leva à “redução do desperdício”, com recurso a “materiais sustentáveis” e uma “cultura de trabalho ética”, explica.

Para dar resposta ao problema encontrado – 1 em cada 4 jovens com idades entre os 15 e 24 anos estão em risco de exclusão social e pobreza – a DiVERGE decidiu lançar o “iMagine”, um programa que viu uma oportunidade nos “sneakers” de chegar até aos jovens e promover o desenvolvimento de competências e a sua integração social.

O “iMagine” tem por base a capacitação em competências para a empregabilidade e empreendedorismo, convidando os jovens a desenhar os seus próprios modelos de sneakers. Após a sua criação, os participantes poderão ser os modelos da campanha de lançamento das suas criações que estarão disponível para venda no site da marca.

Assim, o “iMagine” estabelece “micro negócios que geram rendimento adicional para os participantes”, explica João Esteves. “Este é o início de uma parceria a longo prazo, uma vez que cada participante tem depois a oportunidade de contar a sua história ao mundo, criando os seus próprios sneakers, lançando um micro-negócio com a DiVERGE para praticar as novas competências adquiridas, obtendo os lucros resultantes das vendas”.

O presidente da direção do TagusValley e também autarca de Abrantes, Manuel Jorge Valamatos, marcou presença na sessão de apresentação dos projetos, tendo sublinhado que o concelho abrantino e a região do Médio Tejo se afirmam como “exemplos de desenvolvimento, contrariando a ideia de que as oportunidades estão e são apenas um privilégio para as famílias e para os jovens que vivem nos grandes centros urbanos do país”.

Manuel Jorge Valamatos. Foto: mediotejo.net

“Na construção deste futuro coletivo, acreditamos muito que a nossa juventude é o motor do desenvolvimento da nossa região e por isso é nosso compromisso garantir-lhes ferramentas e as condições necessárias para que possam concretizar os seus sonhos”, acrescenta.

Foi com “esse espírito” que foram dados os primeiros passos e se assinalou o arranque dos dois projetos – Geração Circular e iMagine – que “respondem aos maiores desafios sociais e económicos do nosso tempo, que é, na verdade, sobretudo o desemprego dos jovens”, defende Valamatos.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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