Os técnicos de diagnóstico e terapêutica vão estar em greve a partir de quinta-feira, dia 29 de junho, e por tempo indeterminado. Em comunicado difundido no dia 27, rejeitam a proposta do governo de revisão das carreiras que resultaria na passagem de 3 a 2 categorias “com todas as implicações ao nível da estrutura hierárquica da carreira, dos concursos e da avaliação do desempenho” e exigem a publicação dos diplomas de revisão das carreiras.
Almerindo Rego, presidente dos STSS, refere não existir condições “para qualquer acordo que permitisse cancelar a greve decretada, lamentando-se os prejuízos que os utentes e doentes do SNS irão sofrer”.
Os TSDT são constituídos por 19 profissões e abrangem áreas como as análises clínicas, a radiologia, a fisioterapia, a farmácia, a cardio-pneumologia, entre muitas outras, num total de cerca de 10 mil profissionais em exercício nos serviços públicos de saúde. Segundo o mesmo comunicado, “esta greve afetará assim praticamente todos os serviços de saúde, com especial incidência nos blocos operatórios, altas e internamentos hospitalares, diagnósticos diferenciados em todas as áreas de intervenção clínica, planos terapêuticos em curso, distribuição de medicamentos, prevenção em saúde, etc.”
No decurso da greve, serão assegurados os serviços mínimos que permitam minorar situações extremas dos utentes e doentes do SNS, nos termos do pré aviso de greve e dos acordos firmados com os serviços de saúde.

