O professor Pedro Rosa, 47 anos, é o cabeça de lista do PSD à Câmara Municipal de Sardoal nas próximas eleições autárquicas, revelou o presidente da distrital do partido, Ricardo Oliveira. O atual presidente de Sardoal, o social-democrata Miguel Borges, não se pode recandidatar pela lei de limitação de mandatos.
“Pedro Rosa, que é um rosto bem conhecido dos cidadãos e dos residentes do concelho do Sardoal, será a pessoa que vai ter a nobre missão de conquistar a Câmara do Sardoal”, disse hoje à Lusa o presidente da distrital do PSD, partido que governa sete dos 21 municípios do distrito de Santarém, entre os quais Sardoal, e onde o atual presidente, o social democrata Miguel Borges, a cumprir o seu terceiro mandato, não se pode recandidatar ao cargo.
Ricardo Oliveira disse que o Sardoal “é um município governado pelo PSD, já há uns anos, com uma governação de excelência, e temos nele [Pedro Rosa] toda a confiança para poder vencer as próximas eleições autárquicas e ser o próximo presidente da Câmara Municipal do Sardoal”, declarou.
Tendo feito notar que “as secções estão um pouco por todo o distrito a fazer as reuniões de aprovação dos seus candidatos à Câmara Municipal”, processo que terá, depois, a validação da Comissão Política Distrital e da Comissão Política Nacional, Ricardo Oliveira apontou “entre o final de janeiro e o princípio de fevereiro para ter os processos praticamente fechados”, contando o Sardoal, desde já, com a aprovação da Comissão Política Distrital.
“Concordamos muito com esta escolha do Pedro Rosa e temos a certeza que, com a sua forma de lidar com as pessoas, com a sua juventude, com a sua competência, com o seu cuidado para com os cidadãos, para com as famílias, para com as empresas, ele, que é tão conhecido no concelho do Sardoal, vai ser aquilo que as pessoas precisam e vai ter um bom mandato”, afirmou.
ÁUDIO | RICARDO OLIVEIRA, PRESIDENTE DA DISTRITAL DO PSD:
Pedro Rosa é militante do PSD desde 1995, tendo estado sempre ligado à Comissão Política da concelhia social-democrata, a que já presidiu, desempenhando cargos políticos desde os 18 anos, com a sua eleição para 1º secretário da Assembleia de Freguesia de Santiago de Montalegre, depois como 2º secretário, tendo ainda desempenhado o cargo de presidente da Assembleia de Freguesia e depois de tesoureiro, até ser convidado para integrar o executivo atualmente liderado por Miguel Borges na Câmara Municipal de Sardoal.
Natural de Santiago de Montalegre, casado e com dois filhos, Pedro Rosa é licenciado em Ensino de Educação Visual e Tecnológica e exerceu durante dois mandatos, entre 2013 e 2021, funções de vereador a tempo inteiro no Município de Sardoal com os pelouros da Educação, Desporto, Juventude, Associativismo e Trânsito, sendo, desde 2021, chefe de gabinete do atual presidente.

O candidato do PSD à Câmara de Sardoal tem um historial associativo ligado à Associação/Comissão de Festas de Santiago de Montalegre, à Cooperativa Agrícola Mista daquela freguesia e à Associação de Pais, foi dirigente do Sindicato Independente dos Professores (SIP) e é vice-presidente do GETAS – Grupo Experimental de Teatro Amador de Sardoal, e presidente da CPCJ de Sardoal desde 2023.
Miguel Borges foi eleito presidente da Câmara de Sardoal em 2013 e não se pode recandidatar este ano ao cargo pela lei de limitação de mandatos.
Nas últimas autárquicas, em 2021, o PSD manteve a liderança da câmara de Sardoal, conquistando três mandatos, enquanto o PS obteve dois.
Questionado sobre os objetivos do PSD para o distrito de Santarém nas próximas eleições autárquicas, o presidente da distrital do PSD apontou o objetivo de “manter todas as câmaras municipais que atualmente são PSD (…) renovar a confiança dos eleitores nos sete concelhos do distrito de Santarém onde está a governar, manter, também, o nosso apoio ao grupo de cidadãos independentes que governa a Câmara da Golegã, e, para além disso, temos como objetivo ganhar, nem que seja, mais uma câmara” municipal.
“E não é ganhar por ganhar. É ganhar porque consideramos ter equipas preparadas e com projetos de futuro para municípios que tenham, neste ano de transição de ciclo, porque os presidentes de câmara atuais, quer do Partido Socialista, quer do Partido Comunista, não se podem recandidatar, então é o momento certo, também, para mostrarmos que temos equipas, que temos projetos”, declarou.
As eleições autárquicas deverão decorrer entre setembro e outubro de 2025.
