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O Plano Global de formação para promover o desenvolvimento socioeconómico e a criação de emprego na região de Abrantes – uma das contrapartidas oferecidas em concurso pela Endesa, nova concessionária da Central do Pego – vai iniciar-se em março, com a abertura das inscrições para o primeiro curso já a 20 de fevereiro.

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, já reagiu a esta informação da Endesa, tendo manifestado o seu agrado pelo facto da multinacional estar a meter em prática o que se comprometeu a fazer aquando do concurso de exploração da central a carvão do Pego. O autarca disse ainda estar à espera de um conjunto de informações e de resultados dos concursos do Fundo de Transição Justa no contexto da requalificação da central encerrada em novembro de 2021.

Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes. Foto: PAULO CUNHA/LUSA
ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CM ABRANTES

O curso de “Auxiliar Administrativo e Ferramentas Digitais”, desenvolvido com a Manpower, tem a duração total de 310 horas e “visa promover a capacitação digital na região”, informa a Endesa em comunicado. As aulas vão decorrer no Tagusvalley – Tecnopolo do Vale do Tejo, entre as 09h00 e as 17h00.

Esta certificação profissional vai qualificar 25 pessoas em 2023, numa primeira fase. Não há requisitos prévios para frequentar o curso, que é gratuito, mas é dada prioridade de acesso a residentes na região de Abrantes, pessoas que se encontrem em situação de desemprego e mulheres. As inscrições podem ser feitas online, no site da Tagusvalley.

Central do Pego vista da cidade de Abrantes. Créditos: mediotejo.net

Os cursos que a Endesa vai financiar visam sobretudo apoiar a “reciclagem profissional” de antigos trabalhadores da Central Termoeléctrica do Pego, na sequência do fim do ciclo do carvão e a transição para a produção de energia a partir de fontes renováveis, abrindo também a possibilidade de futuros empregos para os desempregados da região do Médio Tejo.

“Este Plano Global de formação inclui cursos que vão desde a construção e instalação de centrais solares, à operação e manutenção de centrais renováveis”, informa a Endesa. Adicionalmente, inclui “atividades do setor primário”, como a agricultura, pecuária ou apicultura, que poderão coexistir com os painéis solares.

“Também estão incluídos cursos de competências transversais, em funções administrativas e ferramentas digitais”, como aquele que estreia este plano de formação da elétrica espanhola em Abrantes, cidade onde passou a ter a sua sede portuguesa.

“Esta formação é essencial na abordagem aos novos projetos de energias renováveis ​​da Endesa na região, pois será necessária mão-de-obra qualificada”, refere a empresa, que colocou no seu caderno de encargos a criação de “75 postos de trabalho diretos permanentes, recorrendo prioritariamente a mão-de-obra de antigos trabalhadores” da Central do Pego.

Sou diretora do jornal mediotejo.net, diretora editorial da Médio Tejo Edições e da chancela de livros Perspectiva. Sou jornalista profissional desde 1995 e tenho a felicidade de ter corrido mundo a fazer o que mais gosto, testemunhando momentos cruciais da história mundial. Fui grande-repórter da revista Visão e algumas da reportagens que escrevi foram premiadas a nível nacional e internacional. Mas a maior recompensa desta profissão será sempre a promessa contida em cada texto: a possibilidade de questionar, inquietar, surpreender, emocionar e, quem sabe, fazer a diferença. Cresci no Tramagal, terra onde aprendi as primeiras letras e os valores da fraternidade e da liberdade. Mantenho-me apaixonada pelo processo de descoberta, investigação e escrita de uma boa história. Gosto de plantar árvores e flores, sou mãe a dobrar e escrevi quatro livros.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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