O autarca abrantino Manuel Jorge Valamatos, é o presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e tem como vice-presidentes os autarcas de Mação e de Ferreira do Zêzere. Foto: mediotejo,net

Além de Manuel Jorge Valamatos para a presidência da CIM Médio Tejo, no dia 12 de outubro foram eleitos vice-presidentes Bruno Gomes (PS), de Ferreira do Zêzere, e Vasco Estrela (PSD), de Mação.

O novo presidente da CIM do Médio Tejo reconheceu e agradeceu “o extraordinário trabalho realizado pela presidente Anabela Freitas, que ao longo dos últimos quatro anos nos liderou com notável competência e dedicação”, tendo de seguida elogiado o espírito de união entre todos os autarcas.

“É com grande sentido de responsabilidade que assumo hoje a presidência da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, numa lista pluripartidária composta também pelos senhores presidentes das câmaras de Mação e de Ferreira do Zêzere, aos quais agradeço a disponibilidade e compromisso”, referiu Valamatos.

Manuel Jorge Valamatos (ao centro) preside à CIM Médio Tejo, tendo como vice-presidentes Vasco Estrela, de Mação (à esq) e Btuno Gomes, de Ferreira do Zêzere (à ditª).

O novo presidente agradeceu “a confiança” em si depositada e considerou que “a votação reflete de forma inequívoca o espírito de união que existe nesta Comunidade Intermunicipal”.

“Hoje, e cada vez mais, a CIM Médio Tejo desempenha um papel fundamental na vida de toda esta região, desenvolvendo projetos e abraçando áreas de intervenção relevantes para a promoção e competitividade do nosso território”, afirmou o autarca, tendo apontado alguns exemplos.

“São exemplo disso a gestão da oferta da rede de transportes públicos do Médio Tejo, o Projeto PEDIME – um instrumento de coordenação e de planeamento estratégico da educação, ou ainda uma área extremamente importante e sensível que é a Proteção civil, ou ainda as questões da Saúde que tanto nos preocupam. A questão dos médicos de família, e de tantos dos nossos munícipes que ainda hoje não têm”.

“Durante os nossos trabalhos da manhã deliberámos solicitar uma audiência ao Ministro da Saúde, para podermos analisar como resolver este grave problema com que nos deparamos”, anunciou Manuel Jorge Valamatos, apontando de seguida ao desafio e à oportunidade dos fundos comunitários para o Médio Tejo.

“Aqui desenvolvemos em estreita articulação um trabalho de captação de fundos comunitários. Estes Investimentos territoriais integrados (ITI’S) vão trazer aos nossos 11 municípios 121 milhões de euros no âmbito do Portugal 2030. Fundos fundamentais para combater os desequilíbrios regionais e potenciar as capacidades dos nossos territórios. Este trabalho está concretizado no âmbito da CIMT e desejamos que possa arrancar a qualquer momento. Estamos preparados”, vincou.

Por outro lado, continuou, “teremos também o enorme desafio com a criação da nova NUT II que nos juntará à Lezíria e ao Oeste passando esta região a ter quadro comunitário de apoio próprio. Estamos muito atentos e empenhados nesta concretização, procurando maior eficiência das políticas publicas, aumentando a capacidade de planeamento e gestão do território e garantir a distribuição equitativa dos recursos, criando no seu todo uma maior competitividade para esta grande região”.

“Queremos que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo continue a ter uma voz no contexto nacional, defendendo a sua identidade. Queremos uma região cada vez mais competitiva, responsável, integrada, coesa e justa, capaz de desenvolver projetos transformadores através dos financiamentos europeus, em áreas colaborativas como o turismo, sustentabilidade ambiental, inovação, mobilidade, educação, saúde, habitação e coesão social”, elencou.

Presidente da Câmara de Abrantes assume liderança da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo. Foto: mediotejo,net

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CIM MÉDIO TEJO:

O autarca disse querer continuar a trabalhar por “uma Comunidade Intermunicipal ativa, competitiva, cooperante e solidária, onde as pessoas e a região são a prioridade”.

“Queremos que a Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo continue a ter uma voz no contexto nacional (…) preparada para enfrentar os desafios do futuro, capazes de promover o desenvolvimento equilibrado e sustentável do nosso território”, indicou, tendo apontado aos desafios da criação de uma nova NUT, que agregará a Lezíria e o Oeste, mas também o PRR, o Fundo de Transição Justa, as questões sociais, desde logo com a saúde, a par dos 50 anos do 25 de abril e do poder local, que se assinalam em 2024.

“Com coragem e determinação, temos uma agenda definida e estamos empenhados em acrescentar competências e responsabilidades à nossa Comunidade intermunicipal do Médio Tejo. Contamos com todos, para reforçar o nosso estatuto de Comunidade Intermunicipal, preparada para enfrentar os desafios do futuro, capazes de promover o desenvolvimento equilibrado e sustentável do nosso território”, concluiu.

Presidente da Câmara de Abrantes assume liderança da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo tendo sido eleito por unanimidade. Foto: mediotejo.net

ÁUDIO | MANUEL JORGE VALAMATOS, PRESIDENTE CIM MÉDIO TEJO:

Manuel Jorge Valamatos, de 58 anos, natural do Tramagal, concelho de Abrantes, é licenciado em Educação Física, e preside à Câmara de Abrantes desde fevereiro de 2019, tendo sido vice-presidente da CIM Médio Tejo nos últimos cinco anos.

Com uma área geográfica de 2.715 quilómetro quadrados, a CIM Médio Tejo integra os concelhos de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, e Vila Nova da Barquinha (todos do distrito de Santarém), com um total de 227.990 habitantes (censos 2011).

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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