Escrevo estas linhas a poucas horas do fim da campanha das eleições presidenciais que, ao que tudo indica, terão uma segunda volta e que são, seguramente, das mais imprevisíveis de sempre. Estamos perante uma campanha e umas eleições que ficarão na História da política nacional e que podem moldar o futuro político do nosso país.
Já escrevi neste espaço as razões do meu apoio a António José Seguro, um homem com o perfil e o posicionamento humanista e solidário necessários para um momento tão decisivo da nossa História. Estou cada vez mais convicto de que é a pessoa certa para ajudar a equilibrar o sistema político, evitando a concentração de todo o poder num mesmo campo político.
Até ao dia 8 de fevereiro, data da segunda volta, muita tinta ainda irá correr, mas há um desígnio que deve unir todos os democratas: combater os inimigos da democracia.
António José Seguro é o candidato que conta com o apoio oficial do Partido Socialista, o partido da sua vida política, mas a sua candidatura vai muito além desse apoio. Reúne cidadãos da sociedade civil que procuram um perfil moderado, equilibrado e firme na defesa dos valores constitucionais e do Estado de direito. Acredito na sua passagem à segunda volta, não por aquilo que dizem as sondagens, mas pelo que escuto diariamente na rua.
E é importante não apenas que passe à segunda volta, mas que, se possível, seja já o candidato mais votado no próximo domingo.
Para que isso aconteça, é essencial que todos os humanistas e democratas compreendam que existe apenas uma alternativa sólida à gritaria e ao populismo: a candidatura de António José Seguro.
Deixo ainda uma nota final sobre as eleições indiretas para os presidentes das CCDR e respetivos vice-presidentes. Embora defenda eleições diretas, que garantiriam maior legitimidade democrática, desejo votos de bom trabalho a Teresa Almeida e a José Alho, este último oriundo da nossa região do Médio Tejo, na CCDR Lisboa e Vale do Tejo.
O desenvolvimento regional é absolutamente decisivo para o futuro do Médio Tejo e da Lezíria do Tejo, sobretudo perante o desafio da criação da nova NUTS II, que atribuirá uma importância central à gestão dos fundos da CCDR Lisboa e Vale do Tejo.
Este modelo levanta desafios relevantes, nomeadamente a nomeação, pelo Governo, de vice-presidentes setoriais das CCDR, o que pode condicionar a autonomia da gestão. Ainda assim, confio na capacidade dos eleitos para assegurar uma gestão orientada para o interesse do desenvolvimento regional e para o combate a esse centralismo.
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