Pense-se o que se pensar acerca de prémios e da sua proliferação, os mesmo afagam o ego de quem foi premiado, embora determinadas personalidades donas de avultado património científico, literário, artístico, técnico enquanto criadores os rejeitem porque a rejeição lhes confere o prémio de abjurarem galardões ou penduricalhos, entenda-se medalhas e medalhões. Figuram nesse rol os conhecidos Sartre e Herberto Helder.
Recentemente realizaram-se duas cerimónias de entrega de prémios no sector dos vinhos, da gastronomia e do turismo a salientarem o Ribatejo.
No capítulo dos vinhos o Casal da Coelheira, produtor vizinho no Tramagal, arrecadou medalhas de ouro e prata devido à qualidade dos néctares que retira das uvas nutridas nas suas vinhas, a Quinta da Lagoalva também foi distinguida, ainda o prémio da Entidade Regional de Turismo Alentejo/Ribatejo para a melhor unidade de Eno-Turismo.
No referente à gastronomia o restaurante Dom Vinho (sito no Sardoal) recebeu o diploma de Prata referente aos restaurantes que inserem vinhos da chancela TEJO nos seus cardápios. O Dom Vinho se receber alguns aprumos pode ascender à categoria * de valer a pena fazer um desvio para se tomar uma refeição.
O Festival Nacional de Gastronomia edição de 2015 mereceu a distinção de melhor evento gastronómico. O Prémio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo/Ribatejo outorgado por um júri independente do Organismo que instituiu o galardão provocou-me nutrida satisfação. É que dentro das minhas possibilidades tenho participado no planeamento e execução de medidas tendentes à reformulação, revitalização e internacionalização do mesmo. Muito há para fazer, mas os resultados começam a aparecer.
Por último a empresa URBILAZER de Rio Maior, proprietária das unidades de Turismo Rural Casa do Foral, Casa do Moleiro e Senta e Casa D’Aldeia também viu salientado o seu labor e o júri escolheu a Casa D’Aldeia como o melhor projecto de turismo rural.
Certamente, os premiados ficaram satisfeitos porque viram elogiados os seus trabalhos e reconhecido o ingente esforço que quotidianamente despendem para levarem a carta a Garcia, como se costuma dizer.
E, temos a celebração da Páscoa dentro de uma semana. Domingo de Ramos, na Páscoa estamos, recorda o anexim.
No referente a comeres e beberes é data primacial, o carácter simbólico religioso é de fortíssimas tradições, sendo particularmente estimada a carne mimosa dos cabritos e dos cordeiros ou borregos. As ditas cujas carnes estão livres de interditos estipulados pelas religiões, se bem confeccionadas proporcionam intenso prazer palatal, dada a sua singeleza caso o leitor opte pela grelha para as preparar tenha muito cuidado a fim de não esturricarem.
Em termos pessoais condeno à prática de as grelhar, prefiro-as assadas no forno, estufadas, guisadas ou fritas. Cozidas ficam desenxabidas.
Em muitas regiões Páscoa sem folar não é Páscoa, esse preparo culinário também está imbuído de notação simbólica, a mesma abordarei em próxima cronica, esta já vai longa, temendo receber o prémio da desleitura, findo-a formulando votos de boa Páscoa para todos os leitores do mediotejo.net
- Aos enólogos Nino Falcão Rodrigues, Diogo Campilho e Paulo Pinhão parabéns pelo seu continuado trabalho.
