Praias fluviais do Médio Tejo prontas para o verão apesar dos danos das intempéries. Foto: CMA

“De forma geral, está tudo preparado”, afirmou Manuel Jorge Valamatos, que também preside à Câmara de Abrantes, destacando o investimento realizado pelos municípios na valorização das zonas balneares e na recuperação dos estragos provocados pelas intempéries.

Segundo o autarca da CIM Médio Tejo, que agrega 11 municípios, foram registados “alguns danos e destruição de equipamentos”, além de problemas em acessos rodoviários, estando em curso trabalhos de reposição e correção de infraestruturas.

“Estamos a criar todas as condições para que o verão seja tão parecido ou melhor que nos últimos anos”, afirmou, assegurando que as praias estarão “naturalmente e obrigatoriamente” em segurança.

Este ano, a Bandeira Azul será hasteada nas praias fluviais do Carvoeiro, em Mação, Aldeia do Mato e Fontes, no concelho de Abrantes, Agroal, em Ourém, e Olhos d’Água, em Alcanena.

A praia fluvial do Carvoeiro assinala este ano o 20.º ano consecutivo com o galardão, enquanto Aldeia do Mato soma 16 distinções consecutivas, Fontes recebe a Bandeira Azul pela oitava vez, a praia os Olho de Água soma o segundo galardão e o Agroal cumpre o 10.º ano seguido com a classificação ambiental.

Para Manuel Jorge Valamatos, as distinções representam “um sinal do grande investimento” realizado nas infraestruturas e na qualificação dos espaços de lazer, não só nas praias certificadas com Bandeira Azul, como em Ferreira do Zêzere, Ourém, Tomar e Mação, por exemplo, cujas águas foram reconhecidas pela Quercus com o galardão Qualidade de Ouro.

“As nossas praias têm este reconhecimento de Bandeira Azul e também o reconhecimento de todos aqueles que nos visitam, com praias extraordinárias que ano após ano têm atraído cada vez mais visitantes”, declarou o autarca.

O presidente da CIM Médio Tejo considerou ainda que as praias fluviais assumem hoje um papel importante na economia regional, com impacto no turismo, restauração, hotelaria e comércio local.

“O retorno destes investimentos é visível e impactante para a economia local e regional”, sustentou.

Além das zonas distinguidas com Bandeira Azul, o responsável destacou o potencial turístico da albufeira de Castelo do Bode, dos rios que atravessam a região e da rede de equipamentos de natureza, lazer e percursos pedonais existentes.

“Há muito para visitar, desde praias fluviais a parques de lazer, percursos cicláveis, rotas do Tejo e do Zêzere, além da nossa gastronomia e doçaria”, afirmou.

Questionado sobre as expectativas para este verão, Manuel Jorge Valamatos disse esperar um aumento do número de visitantes, à semelhança do que tem acontecido nos últimos anos.

“Queremos crer que as condições que temos proporcionado e valorizado vão atrair cada vez mais pessoas”, disse, defendendo que as praias fluviais podem afirmar-se “cada vez mais como uma marca turística diferenciadora” do Médio Tejo.

A distinção Bandeira Azul é atribuída a praias que cumprem critérios relacionados com qualidade da água, segurança, serviços, ordenamento do espaço e educação ambiental.

c/Lusa

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