A praia fluvial de Carvoeiro, no concelho de Mação, recebe esta distinção pela 20ª vez consecutiva, sendo a recordista da região do Médio Tejo. Foto: CMM

A praia fluvial do Carvoeiro, no concelho de Mação, voltou a fazer história na região na quinta-feira, dia 18 de junho. O município liderou a cerimónia oficial de hasteamento da Bandeira Azul, uma distinção máxima que a estância balnear conquista pelo vigésimo ano consecutivo (desde 2007).

O registo, sem paralelo nas praias fluviais do Médio Tejo, assume este ano um significado acrescido, surgindo como o símbolo da superação local após os severos estragos provocados pelas cheias no Tejo e pela tempestade Kristin neste inverno.

O arranque oficial da época balnear no concelho aconteceu no dia 13 de junho, graças a uma operação “intensa” de limpeza e reconstrução coordenada pela autarquia nas praias fluviais de Carvoeiro, Cardigos e na zona balnear de Ortiga.

Praia fluvial do Carvoeiro hasteia Bandeira Azul pelo 20.º ano consecutivo. Foto: CMM

A praia fluvial de Carvoeiro, alimentada por uma ribeira a norte do território, tinha visto coberturas de equipamentos danificadas, vedações partidas e dezenas de árvores arrancadas pela força do vento e força das águas da ribeira.

Com os trabalhos concluídos a tempo, a praia abriu agora em pleno, recebendo na quinta-feira a insígnia que atesta a excelência das suas águas, da zona envolvente e das suas infraestruturas de apoio.

A praia fluvial de Carvoeiro, no concelho de Mação, recebe esta distinção pela 20ª vez consecutiva, sendo a recordista da região do Médio Tejo. Foto: CMM

Localizada entre a Aldeia da Capela e a vila de Carvoeiro, a praia destaca-se pelo seu enquadramento natural perfeito, isolada de qualquer fonte de poluição e rodeada por uma imensa e densa mancha de pinhal.

A estrutura principal assenta num paredão de contenção do caudal da ribeira, engenharia que resulta num extenso e límpido espelho de água, complementado por uma piscina autónoma dedicada aos mais novos.

Para além das condições naturais e da segurança assegurada por nadadores-salvadores, o espaço dispõe de um leque completo de valências que justificam as duas décadas de distinções, ostentando o galardão de “Praia Acessível”, dispondo de rampas, acessos e infraestruturas totalmente adaptadas a cidadãos com mobilidade reduzida.

Ao nível de conforto e lazer, a praia conta com balneários modernos, serviço de bar com esplanada, parque de merendas arborizado e churrasqueiras públicas, estando equipada com uma rede de iluminação pública artificial, permitindo o usufruto do espaço e o funcionamento do bar durante o período noturno.

A preservação deste padrão de qualidade ao longo de 20 anos é, para o presidente da Câmara Municipal de Mação, José Fernando Martins, o maior cartão-de-visita do turismo interno do concelho. O autarca sublinha que o selo da Bandeira Azul funciona como um íman de visitantes, gerando um efeito multiplicador crucial para o tecido económico local até ao fecho da época a 13 de setembro.

“É importante porque traz gente, mexe com o comércio local, mexe com os restaurantes, mexe com os alojamentos. Temos já neste momento um número significativo de alojamentos locais no concelho”, realça o líder do executivo, mostrando-se otimista no retorno dos turistas a Mação após um ano “atípico e muito difícil” na gestão do território.

Paralelamente ao Carvoeiro, a Praia Fluvial de Cardigos também já se encontra operacional e de portas abertas, hasteando este ano a Bandeira Qualidade de Ouro da Quercus.

O roteiro balnear do concelho fica apenas condicionado na zona sul, na Ortiga (banhada pelo Rio Tejo), onde os estragos provocados pelas cheias nos novos passadiços de madeira ainda obrigam a uma avaliação técnica da autarquia, mantendo essa estrutura específica encerrada por tempo indeterminado.

Tirando os passadiços, o parque de campismo, bar de apoio e praia fluvial com atividades de animação e recreio estão a funcionar em pleno até ao mês de setembro. As piscinas municipais de ar livre, situadas no centro de Mação, abrem ao público a 27 de junho.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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