Quando pensava que já tinha visto de tudo, na semana passada fui surpreendido por alguns dirigentes de IPSS’s da região a a queixarem-se que alguns dessas instituições as pessoas ainda não tinham ainda sido vacinadas contra a gripe. No Médio Tejo, os casos mais graves, ou seja, com maior número de pessoas por vacinar que estão em lares são os concelhos do Sardoal, Abrantes, Vila Nova da Barquinha, Entroncamento, Tomar e Torres Novas. Felizmente após a denúncia que fiz na semana passada em conjunto com os meus colegas Deputados do PSD, parece que já começaram a chegar mais unidades à região.
Se a escassez de vacinas já é uma constante, faltarem para um dos grupos de maior risco é uma verdadeira aberração que julgava impossível num país da UE. Portugal não é a Venezuela. Ora, é a própria Direção Geral de Saúde que define os grupos de risco, um deles são precisamente as pessoas com mais de 65 anos, e que desenha o plano cuja vacinação deveria começar em Outubro e terminar em Dezembro.
É inexplicável e inaceitável que a 19 de dezembro existam ainda pessoas do principal grupo de risco sem estarem vacinadas. O meu espanto é ainda maior percebo que nesta e noutras zonas do país já há imensa gente vacinada que não pertence a qualquer grupo de risco. Ou seja, não terá sido a falta de vacinas inicial que originou esta situação mas sim o deficiente planeamento do Ministério da Saúde.
Outra curiosidade é esta situação que ocorrer apenas no distrito de Santarém, precisamente uma das regiões do país que todos os anos vacina um grupo maior de cidadãos.
Nós, Deputados, fomos eleitos para defender as pessoas mas nunca pensei que fosse necessário defender os mais idosos, de algo tão óbvio e necessário. Espero que as vacinas não cheguem tarde de mais.
Boas festas e um Feliz Natal a todos.
