Portugal entra a vencer na qualificação para o Euro2025 feminino de futebol. Foto: Luís Ribeiro

No Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, Carole Costa (28 minutos), Sliskovic (45+4), na própria baliza, e Diana Silva (62) marcaram os golos de Portugal, que lidera o grupo, com três pontos, mais dois que Irlanda do Norte e Malta, que também empataram 0-0, enquanto as bósnias estão na última posição, sem pontos.

Foto: Luís Ribeiro

Portugal encarou a partida de forma decidida, mas pouco inspirada, depois de, na véspera, o selecionador Francisco Neto avisar para o facto de a diferença de ranking das duas nações contar pouco. E, de facto, Portugal levou algum tempo a impor as diferenças para a Bósnia-Herzegovina, que confirmou as muitas limitações que a colocam em 63.º lugar no escalonamento da FIFA – as portuguesas estão em 21.º. 

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Com três jogadoras bem ativas na frente, a seleção nacional procurou desde cedo pressionar a Bósnia-Herzegovina e conseguiu, mas demorou a fazer funcionar o entendimento entre Francisca Nazareth, Ana Capeta e Jéssica Silva de modo a criar problemas para a baliza contrária.

Do outro lado, a Bósnia-Herzegovina mantinha duas linhas muito recuadas para tapar os caminhos para própria grande área, deixando o ataque entregue à solitária Minela Gacaninca.

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Só à passagem do quarto de hora Portugal encontrou uma via para o golo: excelente passe de Francisca Nazareth a isolar Ana Capeta, mas o remate da avançada foi bem desviado pela guardiã Envera Hasanbegovic.

A partir do momento em que Portugal começou a procurar caminhos mais diversos para ameaçar as adversárias, explorando toda a amplitude do relvado, a Bósnia evidenciou muitos problemas para suster a equipa nacional.

Foto: Luís Ribeiro

Em contraciclo, um erro de Patrícia Morais, aos 26 minutos, deixou a bola nos pés das bósnias, num lance de relativo perigo da equipa visitante – o único em todo o jogo.

O susto espicaçou Portugal, que marcou instantes depois: na sequência de um canto curto, Lúcia Alves cruzou bem da direita e Carole Costa, no coração da área, desviou de cabeça para o 1-0.

Foto: Luís Ribeiro

Até ao descanso, Portugal teve duas ocasiões privilegiadas para dilatar a vantagem: na primeira, Ana Capeta cabeceou à barra – novamente após cruzamento de Lúcia Ales – e, depois, Joana Marchão, de livre direto, levou a bola ao poste direito da baliza bósnia.

Mas o 2-0 surgiu mesmo antes do intervalo, já no período de descontos, quando Jéssica Silva deixou a defesa contrária para trás com um ‘sprint’, cruzou e foi Gloria Sliskovic que desviou para a própria baliza.

Foto: Luís Ribeiro

Completamente dominadoras, as portuguesas passaram quase todo o segundo tempo no meio campo contrário, chegando a ter acima de 75% de posse de bola.

Foto: Luís Ribeiro

A seleção nacional colecionava oportunidades perdidas até que, aos 62 minutos, Diana Silva, lançada em campo há segundos, materializou essa superioridade com um subtil e eficaz desvio, após uma boa assistência de Ana Borges.

Foto: Luís Ribeiro

A perder por 3-0, a Bósnia-Herzegovina evidenciava cada vez mais dificuldades e só algum desacerto das rematadoras portuguesas e a boa prestação de Hasanbegovic na baliza evitou que o resultado se avolumasse a favor das jogadoras nacionais.

Portugal, que procura a sua terceira presença num Europeu, depois de 2017 e 2022, volta a jogar na terça-feira, na visita a Malta, em jogo da segunda jornada do Grupo B3, agendado para as 17:30 (hora em Lisboa).

Portugal entra a vencer na qualificação para o Euro2025 feminino de futebol. Foto: Luís Ribeiro

Declarações após o jogo Portugal – Bósnia-Herzegovina (3-0), da primeira jornada do Grupo B3 de qualificação para o Euro2025 feminino de futebol:

Francisco Neto, selecionador de Portugal. Foto: Luís Ribeiro

– Francisco Neto (selecionador de Portugal): “Acabámos por ter muito volume ofensivo, muito tempo com bola, tivemos algumas más decisões na abordagem ao último terço, algumas situações na construção do nosso jogo posicional. Até aqui, temos tido alguns momentos em que não somos uma equipa tão dominadora. Nos últimos apuramentos nunca o fomos e, por isso, se calhar, estamos a crescer nesse patamar.

Independentemente disso, o número de oportunidades que criámos, os três golos que conseguimos concretizar e ter permitido muito poucos ou nenhum remate da Bósnia, isso é muito positivo e significa o compromisso desta equipa.

Três golos marcados, duas bolas nos postes, mais três ou quatro situações que podíamos ter feito e hoje os números teriam sido diferentes. Temos de perceber que tem de ser um jogo paciente e, quando temos espaço, temos de acelerar. É muito por aqui que temos de fazer crescer as nossas jogadoras.

Fico sempre chateado quando falhamos golos. Não há nenhuma equipa do mundo que faça todos os golos em todas as situações. Temos de melhorar algumas coisas, principalmente no último terço e no ataque à baliza.

A nível internacional, o futebol feminino tem crescido muito. As equipas estão muito competitivas, o ranking já não conta tanto, todas as equipas têm jogadoras a jogar em ligas competitivas. Em Malta, não vai ser fácil. Vamos à procura dos três pontos e, se for por 1-0, não me importo nada”.

Diana Silva, jogadora de Portugal. Foto: Luís Ribeiro

– Diana Silva (jogadora de Portugal): “O golo foi um momento muito feliz para mim, mas sobretudo feliz para a equipa. Conseguimos o primeiro objetivo, que era a primeira vitória nesta caminhada para o apuramento para o Europeu.

Foi muito especial para mim [a homenagem pela 100.ª internacionalização antes do início do jogo]. Foi a cereja no topo do bolo”.

– Jéssica Silva (jogadora de Portugal): “Temos crescido, evoluído e bem. Temos sido uma seleção que tem conseguido marcar golos e é continuar este caminho. Sabíamos que a Bósnia era uma equipa super aguerrida, que ia fechar a baliza e, se calhar, não tivemos assim tanta paciência, mas conseguimos marcar. Foi o primeiro jogo deste processo e temos de estar felizes pelo resultado.

[Ausência em jogos do Benfica] Ainda estou à procura da minha melhor versão em campo. Gostava de ter mais consistência no que toca a minutos, mas isso são questões técnicas. Vou continuar a trabalhar para ser opção mais vezes”.

– Ana Borges (jogadora de Portugal): “Estas equipas estudam-nos, sabíamos que a Bósnia ia ser difícil. Saímos daqui com 3-0, podíamos ter saído com 5-0 ou 6-0. Foi o primeiro jogo, o processo é longo e já estamos a pensar no próximo jogo, que é com Malta.

Sabemos que Malta está abaixo de nós e da Bósnia no ranking, mas também sabemos que vamos jogar em casa delas, com o público delas. Sabemos o que queremos, temos os nossos objetivos e vamos a Malta para trazer os três pontos”.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Natural e residente em Tomar, tem como profissão Distribuidor, mas é com a fotografia que se identifica. É amante desta arte em geral, mas a sua verdadeira paixão é a Natureza e Vida Selvagem e os Retratos. É autor do livro de fotografia “Alma Nabantina” e fundador/administrador dos grupos do Facebook “Amigos da Fotografia de Tomar” e "Fauna de Tomar”. Colabora na área de fotografia na imprensa regional e local e já em 2018 foi júri convidado de dois concursos de fotografia. Neste ano conta também com duas exposições de fotografia coletivas, preparando atualmente a terceira.

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