Defendi em plenário na passada semana, durante o debate sobre Reprogramação de Fundos Comunitário, que, contrariamente ao que o PSD disse e afirmou exaustivamente, os fundos comunitários destinados a zonas menos desenvolvidas não irão ser transferidos para Lisboa.
Uma mentira muitas vezes repetida não se torna verdade. Condeno, por isto, esta manipulação da opinião pública. O anterior Governo apenas se preocupou em estar no pódio dos primeiros a assinar o acordo de parceria o que resultou numa mera operação de cosmética uma vez que esse acordo não viria a satisfazer as necessidades reais dos portugueses, conforme vieram a atestar as críticas, nomeadamente aquelas que foram feitas pelos autarcas que, no terreno, estabelecem um contacto mais próximo com as populações.
Recordo que quase um ano depois do início do programa em novembro de 2015 – quando o atual Governo tomou posse – a execução do programa que já devia ter quase dois anos andava perto do zero. Zero. Como justifica tamanha inércia? Os portugueses esperavam mais e melhor. É certo que com os desastrosos resultados das últimas eleições autárquicas o PSD entrou num outro registo, optando e bem pela lógica do diálogo, mudando o paradigma. Até aí quanto pior melhor, mostrando incapacidade de aceitar que era possível uma alternativa de melhoria da condição de vida das pessoas, do aumento do salário (com aumentos de competitividade) e com dados económicos de crescimento superior ao passado.
Nunca é demais frisar que em 2017 o país atingiu 2,7% de crescimento. Uma percentagem superior à média europeia e o maior crescimento desde 2000. É essa a estratégia do Partido Socialista: a aposta no crescimento. E é dessa forma que o Portugal 2020 deve estar ao serviço da economia. Ao serviço das nossas empresas e no desenvolvimento do capital humano, o mais importante dos recursos.
O Partido Socialista pode contar com o PSD para esta estratégia de desenvolvimento do país? Para bem de Portugal e dos portugueses, espera o PS que sim.
