O Turismo de Portugal deu parecer elegível à candidatura para a criação do Centro Interpretativo José Luís Peixoto, apresentada pelo Município de Ponte de Sor, através da Junta de Freguesia de Galveias, que pretende criar ali uma Rota Literária de cariz interativo. Um projeto da autoria e coordenação de Inês Florindo Lopes cujo enquadramento tem como base a valorização dos recursos endógenos das regiões e do desenvolvimento de novos serviços turísticos. O investimento é de índole cultural, com o propósito de dinamizar turisticamente o território e por sua vez criar valor junto da comunidade local.

A Rota Literária de cariz interativo e dinâmico será o convite para entrar e descobrir a Vila de Galveias através das imagens e especificidades em forma de abordagens literárias, na busca do simbólico, do descritivo pelos conteúdos geográficos e pela criação de memórias de lugares.

O projecto pretende aproveitar a oportunidade para exaltar a obra do escritor José Luís Peixoto, natural de Galveias, conhecido por ser o mais jovem autor galardoado com Prémios Literários e reconhecido como um dos mais notáveis escritores na língua Portuguesa da sua geração, cujas obras estão traduzidas nos mais diferentes idiomas.

O Turismo Literário “é um produto estratégico para a consolidação de Portugal como destino turístico, promovendo uma nova forma de visitar Portugal assente nos lugares que inspiraram os autores portugueses, nas obras com maior ressonância a nível global e na criação de roteiros literários”, lê-se em nota do Município de Ponte de Sor.

O livro ‘Galveias’ de José Luís Peixoto, “assumirá o papel central, uma vez que apresenta um interessante discurso relativamente à identidade da Vila, através de um retrato psicológico real do viver e das vivências do interior alentejano” acrescenta a mesma nota.

 

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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