'momentos' de Pedro Orozco Tristán em Montargil. Créditos: Centrum Sete Sóis Sete Luas

O Centrum Sete Sóis Sete Luas recebe nas suas instalações, em Montargil, Ponte de Sor, a exposição ‘momentos’ do artista espanhol Pedro Orozco Tristán, com inauguração este sábado, dia 23 de fevereiro, às 15h00. Uma exposição que conduz o visitante a lugares queridos pelo artista de Ceuta, na utilização da pintura para imortalizar um instante gravado na memória.

Pedro Orozco Tristan começou timidamente com a aguarela como meio de expressão, após muitos anos de desenho e descobriu com surpresa que, para ele, não havia uma forma melhor de criar uma composição, porque a rapidez da técnica coincidia com a velocidade com que o seu cérebro a obrigava a tornar-se realidade.

Rapidamente aplicou o seu conhecimento para colocar os objetos no espaço e, por último, procurou a luz, que saía de toda a parte, e encontrou-a a rodos.

Pedro conta com uma linguagem própria. Na sua obra não temos de procurar as cidades que visitou, as paisagens por onde deambulou nos últimos anos, sendo evidente que são muitas e que estão nos portos do Mediterrâneo, nas medinas marroquinas ou nos elétricos lisboetas que protagonizam as suas aguarelas. Temos de procurar a sua linguagem criativa, a sua relação com o meio, com as pessoas ou com as máquinas.

A mostra fica patente no Centrum Sete Sóis Sete Luas de Montargil até 16 de março de 2019, com o seguinte horário de visita: de segunda a sábado das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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