Portugal Air Summit 2021. Créditos: Jorge Santiago

A Câmara Municipal de Ponte de Sor e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) celebram esta semana um protocolo de cedência de espaço para a criação de uma Secção de Formação Profissional para o setor Industrial e cluster da Aeronáutica. A cerimónia decorre na terça-feira no local onde o novo polo de aprendizagens ficará instalado, o novo Centro Empresarial e Tecnológico de Ponte de Sor, nas antigas instalações da Delphi.

“O crescimento contínuo e o investimento expectável para o setor da indústria em geral e do cluster da Aeronáutica em particular, levaram a Delegação Regional do Alentejo do IEFP a antecipar-se e a promover um protocolo de colaboração com o município, que permite expandir a oferta formativa tanto quantitativa como qualitativamente na sub-região, acrescentando à formação em Produção e Transformação de Compósitos, Maquinação/Programação CNC e Montagem de Estruturas e as áreas ligadas à Manutenção de Aeronaves e de Material de Voo”, avança o Delegado Regional do Alentejo do IEFP, Arnaldo Frade.

No âmbito do referido protocolo será possível criar uma nova área de formação com cerca de 700m2 em instalações municipais.

Segundo o responsável “o investimento a realizar pelo IEFP em Ponte de Sor, em máquinas e equipamentos para o aumento da oferta formativa e operacionalização das ações de formação, ultrapassa 1,5 milhões de euros, que acrescem ao investimento já realizado, ilustrando bem o esforço e a atenção que o Instituto presta ao acompanhamento do desenvolvimento económico que se regista nesta sub-região do Alentejo e à previsível criação de novos postos de trabalho.”

Centro Empresarial e Tecnológico de Ponte de Sor, nas antigas instalações da Delphi. Créditos: CMPS

Para o Município, “o aumento da oferta de formação profissional contribuirá para o crescimento das empresas e a atratividade de Ponte de Sor enquanto local para a fixação de novos players, conseguindo assim afirmar-se o cluster aeronáutico no panorama nacional e internacional. Este facto institui uma dinâmica de projeção da região do Alentejo, de fixação de novas famílias, de crescimento demográfico, criando a perceção de um local de novas oportunidades. Por outro lado, a formação profissional aumenta drasticamente a competitividade das nossas empresas”, lê-se em nota de imprensa enviada às redações.

“Não podemos falar em desenvolvimento do Cluster Aeronáutico de Ponte de Sor sem ultrapassar as dificuldades de recursos humanos especializados, uma das principais exigências deste setor, que, por ser uma indústria de ponta, com recurso a tecnologia complexa, necessita de mão-de-obra especializada. A criação deste cluster obriga-nos agora a alimentá-lo e a envidar todos os esforços que estejam ao nosso alcance para dar condições à indústria – graças ao IEFP, e a todas as entidades que a nós se juntam nesta missão de gerar conhecimento e capacitação profissional iremos dar importantes passos para dotar as empresas que aqui se fixam de mais e melhores recursos”, refere o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Hugo Hilário.

A localização deste Centro de Formação é um outro fator considerado “relevante, já que permite criar uma dinâmica no novo Centro Empresarial e Tecnológico muito importante para as outras empresas que se irão fixar naquele local, facilitando a incubação de empresas de base tecnológica e start-ups. Esta é ainda uma forma de se transferir conhecimento e tecnologia para a economia real, contanto para isso com o envolvimento de centros de formação, instituições de ensino superior universitário e politécnico, e centros/laboratórios de investigação aplicada”.

Por fim, “vem contribuir para se constituir uma infraestrutura que contribuirá para fazer de Ponte de Sor um elemento das futuras Zonas Livres Tecnológicas em articulação com os Digital Innovation Hubs e Living Labs para o setor aeroespacial”.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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