CADAC-Companhia Alentejana de Dança Contemporânea em "Mar Perdido"

O Festival Internacional de Teatro do Alentejo – FITA -, que vai já na 11ª edição, está este mês no concelho de Ponte de Sor, com apresentação de três espetáculos, até 18 de maio. Arranca com “Mar perdido”, às 21h30 no Teatro Cinema de Ponte de Sor, pela CADAC – Companhia Alentejana de Dança Contemporânea.

A peça passa-se numa praia cheia de resíduos plásticos e redes. No centro da cena há um espaço limpo onde estão três personagens e três cadeiras de praia. Os personagens são uma espécie de turista ou veraneante que ficou preso no meio de um mar poluído e tenta fugir para um lugar além do mar que fica fora do cenário, mas toda vez que tentam ficam presos em redes ou plásticos.

O FITA consolida-se como o maior Festival de Teatro em Portugal, na área geográfica em que intervém: todo o Alentejo. É o único evento transversal a toda a região Alentejo, contando com as preciosas parcerias de 9 Municípios, do alto ao baixo Alentejo.

Mas na referida cidade do Alto Alentejo repete também na terça-feira, 14, às 10h00 no Centro Cultural de Montargil, e às 14h00 no Teatro Cinema de Ponte de Sor. Sobe ao palco a peça “1 Planeta e 4 Mãos”.

Também dia 18 (sábado), às 21h30, o Teatro Cinema de Ponte de Sor recebe “Dona Pura e os Camaradas de Abril”.

O FITA nasceu como parte integrante de um projecto resultante da parceria da LdE com a SOIR – Sociedade de Instrução e Recreio Joaquim António de Aguiar e com o Cine Clube da Universidade de Évora – o IMAGINÁRIOS AO SUL. Este agrega, além do FITA, o FIKE – Festival Internacional de Curtas Metragens e o Raízes do Som – Festival Internacional de Música Tradicional. Todos estes festivais terão lugar em simultâneo nas cidades de Beja e Évora.

A realização do FITA surgiu com naturalidade no percurso artístico da Lendias d’ Encantar. A aposta na internacionalização do trabalho da companhia sempre foi uma prioridade, materializada em apresentações em Espanha, Cuba, Canadá, Venezuela e Nicarágua. Estas deslocações no âmbito de festivais internacionais de teatro possibilitaram o estabelecimento de contactos e parcerias que potenciamos com a realização do FITA.

Pretende-se que o festival contribua para a criação de públicos na região, quer entre os residentes, quer como pólo de atração turística.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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