O escritor José Luís Peixoto, é natural de Galveias, concelho de Ponte de Sor. Foto: Miguel Manso

A inauguração do Centro de Interpretação José Luís Peixoto e da Rota Literária “Galveias”, tem lugar no próximo dia 21 de janeiro, e contará com a presença do escritor. O ato inaugural tem início às 10h30, na Rua General José Garcia Marques Godinho, em Galveias.

Esta iniciativa da Junta de Freguesia de Galveias implicou a total recuperação de um edifício de três andares. O Centro inclui uma exposição onde se mostra a vila de Galveias na obra literária de José Luís Peixoto e tem a ambição de ser um centro cultural que dê um contributo para a região do Alto Alentejo.

O escritor José Luís Peixoto. Créditos: CMPS

O Centro de Interpretação, sedeado então numa casa senhorial totalmente recuperada, dedicado ao autor e à sua obra, sendo a Rota Literária ‘Galveias’ produzida a partir do romance com o mesmo nome. “Dão corpo à vontade dos galveenses em homenagear o escritor José Luís Peixoto, e as enormes potencialidades turísticas e culturais da vila de Galveias.”, lê-se na nota publicada pela Junta de Freguesia.

Para além de ser o local onde “o visitante pode reencontrar as obras do escritor, é também a porta de entrada para os 22 pontos registados na obra, orientam uma visita pela cultura ímpar da vila”, acrescenta a mesma nota.

Integrando o programa da inauguração, terá lugar a enceta da exposição de fotografias de Maria Martins e um concerto pela Banda da Sociedade Filarmónica Galveense.

A presidente da Junta de Freguesia de Galveias, Fernanda Bacalhau, junto ao monumento dedicado a José Luís Peixoto. Créditos: mediotejo.net

José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974. É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.

Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance ‘Nenhum Olhar’. Em 2007, ‘Cemitério de Pianos’ recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com ‘Livro’, venceu o prémio Libro d’Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu publicado no ano anterior, e em 2016 recebeu, no Brasil, o Prémio Oeanos com ‘Galveias’.

As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro ‘Gaveta de Papéis’ recebeu o Prémio Daniel Faria e ‘A Criança em Ruínas’ recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou ‘Dentro do Segredo’, ‘Uma viagem na Coreia do Norte’, a sua primeira incursão na literatura de viagens.

Os seus romances estão traduzidos em mais de trinta idiomas.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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