Exposição “Joshua Benoliel, Repórter Parlamentar” no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor. Créditos: CMPS

A exposição “Joshua Benoliel, Repórter Parlamentar”, que inaugurou no Dia Internacional da Democracia (15 de setembro) no Centro de Artes e Cultura de Ponte de Sor, fica patente ao público até dia 22 de outubro.

Joshua Benoliel (1873-1932) foi um dos mais importantes repórteres fotográficos no início do século XX. Ativo sobretudo entre 1903 e 1918, teve uma vasta produção que ultrapassa os 60 mil clichés, divulgados essencialmente no jornal O Século e na revista Illustração Portugueza.

Na sua obra estão presentes todos os acontecimentos de grande destaque da época, desde as cerimónias dos últimos anos da Monarquia Constitucional à implantação da República, das diversas revoltas ao longo da I República à Grande Guerra de 1914-1918.

Em 1946, foram adquiridos pelo então Secretário da Assembleia Nacional Joaquim Leitão, a Judah Benoliel, filho do fotógrafo um conjunto de 111 negativos, datados de 1906 a 1924, em gelatina brometo de prata sobre chapas de vidro, reproduzindo instantâneos de sessões da Câmara dos Deputados das Cortes e, posteriormente, do Congresso da República. Negativos provenientes do próprio arquivo Joshua Benoliel, que transitaram em 2002 para o Arquivo Fotográfico do Arquivo Histórico Parlamentar.

Trata-se de uma exposição promovida pelo CAC em colaboração com a Assembleia da República Portuguesa.

A mostra pode ser visitada de segunda a sábado, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Paula Mourato

A sua formação é jurídica mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 a Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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