30º aniversário da ACIPS. Créditos: ACIPS

Com sede em Ponte de Sor e mais de 1300 sócios, tem uma abrangência territorial muito para além do Alto Alentejo,. A ACIPS centra grande parte da sua atividade no apoio aos associados nas áreas de consultoria estratégica e de acesso a financiamentos, bem como, na representação dos seus interesses junto dos mercados e instituições públicas.

A transição digital é uma das suas principais preocupações e a ACIPS integra os consórcios do Alentejo e do Algarve do programa Aceleradoras Digitais. Este programa é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) em 55 milhões de euros, distribuídos pelos sete consórcios que o constituem, correspondentes às sete regiões do país, e abrangendo um total de 33 mil PMEs para desenvolver novos modelos de negócio e apoiar a adoção de tecnologias.

Desta forma, é a aceleradora digital do Alto Alentejo e está a efetuar o diagnóstico das necessidades das cerca de 300 PMEs sediadas na região. Seguem-se as fases de desenvolvimento de planos de transição digital individuais e de apoio à aquisição de serviços e incentivos específicos no âmbito do Catálogo de Serviços de Transição Digital. Os apoios variam entre os 500 a 1500 euros por empresa.

A sessão de celebração do aniversário contou com intervenções do presidente da Direção da ACIPS, Domingos Marques, do presidente do Conselho Fiscal, João Silva, e o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Hugo Hilário, perante uma sala repleta de associados e representantes de instituições locais e nacionais, com destaque para a diretora de Serviços da DGAE – Direção-Geral das Atividades Económicas, Ana Saraiva, o vice-presidente da CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, Vasco Melo, e o vogal executivo da CCDR Alentejo, Tiago Teotónio.

Presidente da ACIPS, Domingos Marques. Créditos: ACIPS

O presidente da Direção da ACIPS, Domingos Marques, recordou a história da associação, renovou o compromisso para com a proximidade entre os agentes económicos locais, princípio basilar da sua fundação, e salientou que “hoje com novos serviços, tecnologias e negócios, continuamos a acreditar que o sucesso está na união. É por isso que trabalhamos todos os dias e foi por isso que nos tornámos numa das maiores associações empresariais do Alentejo.”

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Sor, Hugo Hilário, sublinhou o trabalho desenvolvido pela Associação, classificando-a como “um parceiro de excelência, com uma evolução única e que nos deve orgulhar a todos. É também um exemplo de que em terras do interior, com os constrangimentos e vicissitudes que todos conhecemos, podemos ter a coragem de sonhar mais alto”. Agradeceu o empenho da ACIPS e de todos os empresários da região pelo seu foco e resiliência que permitiram tornar Ponte de Sor numa referência em diversos setores, desde o agroalimentar, turismo e indústria, com um impacto direto nas comunidades locais, desde logo na redução do desemprego.

30º aniversário da ACIPS. Créditos: ACIPS

Em parceria com o Município de Ponte de Sor, a ACIPS está a desenvolver o projeto Bairro@Ponte, no âmbito da linha de financiamento “Bairros Comerciais Digitais”. Este é um projeto assente no estreitamento das relações de proximidade entre comerciantes, consumidores e o espaço público através das ferramentas digitais. O projeto Bairro@Ponte foi um dos dez projetos aprovados no Alentejo, representando um investimento de cerca de 566 mil euros do PRR.

O incentivo ao empreendedorismo, a capacitação de profissionais e a internacionalização do território são aspetos centrais à atividade diária da associação. Neste âmbito, a sua atividade está também ligada à dinamização de iniciativas do programa transfronteiriço EURES e à organização da maior cimeira aeronáutica da Península Ibérica, o Portugal Air Summit, que promove, desde 2018, em parceria com o Município de Ponte de sor, com quem trabalha diariamente na dinamização do cluster aeronáutico, um dos principais atrativos do território.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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