Ao longo dos últimos anos, a nossa região assistiu a um gradual melhoramento das suas infraestruturas rodoviárias. Contudo, e em paralelo, a visão keynesiana de apoio ao investimento público começou a ser colocada em causa.

As infraestruturas rodoviárias começaram a ser diabolizadas, como é bem visível no Portugal 2020. Independentemente da necessidade de se virem a encontrar opções o mais consensuais possíveis –  onde possam vir a ser evitados alguns erros do passado – a verdade é que continuamos a necessitar de investimento na nossa região ao nível das infraestruturas.

Entre esses investimentos incluímos necessariamente a urgência de se intervir na Nacional 361 em Alcanena, na variante a Fátima, entre outras pequenas obras, além de se ter que avançar com a resolução do problema da travessia do Tejo, nomeadamente para a população de Constância, da Ponte da Chamusca, onde quase diariamente se registam constrangimentos de tráfego.

A Assembleia da República debateu, na passada semana, na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, quatro Projetos de Resolução sobre o tema. O Partido Socialista foi dos primeiros a apresentar um Projeto concreto há mais de um ano (assim como o BE), e saudamos todos os que agora se juntaram a este debate.

A Assembleia esteve bem, a procurar encontrar consensos para a redação de um possível texto comum. A obra é justa e necessária tendo como vista melhorar a qualidade de vida da população. O Eco Parque do Relvão e a importância industrial da população, não deixam dúvidas.

De uma vez por todas, é necessário encontrar as soluções para a resolução deste problema que se arrasta pesarosamente há tempo demais. Quero fazer parte da solução, contem com todo o meu empenho para isso.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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