Casa-Memória de Camões em Constância. Créditos: Ricardo Escada

Manuel Alegre, um dos decanos da poesia portuguesa, será o mote para mais uma sessão da Tertúlia de Poesia da Casa Memória de Camões, em Constância, a qual vai decorrer no sábado, dia 25 de maio, pelas 16h00.

Nascido em Águeda, o autor de “O canto e as armas”, que completou neste domingo 88 anos, foi um dos nomes marcantes da luta antifascista, não só pelas suas ações em Portugal e posteriormente no exílio, em especial em Argel, onde esteve uma década, mas também pelo carácter vincadamente contrário à ditadura expresso nos seus primeiros livros.

Razões para que “A praça da canção” e o já referido “O canto e as armas” tenham sido apreendidos pela censura, sem efeitos práticos, porém, pois continuavam a circular em edições clandestinas, além de os seus poemas terem sido musicados por nomes maiores da canção portuguesa, como Zeca Afonso ou Adriano Correia de Oliveira.

Recebeu alguns dos mais importantes prémios da língua portuguesa, entre os quais o Prémio Pessoa em 1999 e o Prémio Camões em 2017.

A poesia de Manuel Alegre será assim o mote para a Tertúlia de maio na Casa Memória. Como habitualmente, a sessão terá uma primeira parte com poemas escolhidos pela equipa coordenadora, uma segunda em que todos os participantes são convidados a, se assim o entenderem, partilharem as suas leituras do autor ou com ele relacionadas e uma terceira rodada, de temática mais livre, aberta também a quem queira dar a conhecer aquilo que anda a ler ou escrever.

A entrada é livre.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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