Casa Memória de Camões. Foto: Ricardo Escada

A Casa Memória de Camões, em Constância, tem em abril como tema a ‘Poesia de Intervenção’. Assim, sábado, dia 27, pelas 16h00, no Jardim-Horto de Camões, junto à confluência entre o Tejo e o Zêzere, se a meteorologia ajudar, é momento de tertúlia, ao ar livre.

Segundo a organização, será uma temática que não se cingirá à escrita da resistência à ditadura salazarista nem àquela que, a seguir à “madrugada clara e limpa”, espraiou em verso os ideais de Abril. Porque interventiva é com frequência a poesia, veículo privilegiado para agitar as mentes com palavras sonantes de significado tantas vezes inócuo para os censores.

A realização ao ar livre, como tem acontecido noutros momentos primaveris, em anos anteriores, vai permitir também que às palavras ditas se juntem as palavras cantadas, pelo que haverá algumas surpresas musicais, ao vivo, nessa tarde.

Como habitualmente, a sessão terá uma primeira parte com poemas escolhidos pela equipa coordenadora da Tertúlia, uma segunda em que todos os participantes são convidados a, se assim o entenderem, partilharem as suas leituras, e uma terceira rodada, de temática mais livre, aberta também a quem queira dar a conhecer aquilo que anda a escrever.

A entrada é livre.


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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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