“Região 360 – Conversas com Futuro” é um podcast do jornal mediotejo.net realizado em parceria com a NERSANT – Associação Empresarial de Santarém. Um espaço de reflexão e debate sobre os desafios e oportunidades da nova região Oeste e Vale do Tejo, que une agora 34 municípios do Médio Tejo, Lezíria e Oeste e mais de 800 mil pessoas.
Em direto do CNEMA, em Santarém, conversámos no sábado com Manuel Jorge Valamatos, presidente da CIM Médio Tejo e presidente da Câmara Municipal de Abrantes, e com Manuel Mourato, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, concelho que esteve em destaque, com Abrantes, no primeiro dia da Feira Nacional da Agricultura e da Fersant – Feira Empresarial de Santarém, que decorrem entre 6 e 14 de junho.
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Nova região Oeste e Vale do Tejo abre caminho a mais fundos europeus
A criação da nova região Oeste e Vale do Tejo representa “uma grande oportunidade” para reforçar o desenvolvimento económico e social de 34 municípios, defenderam os autarcas do Médio Tejo, sublinhando o potencial de acesso a mais financiamento europeu e a necessidade de cooperação estratégica.
O presidente da Câmara de Abrantes e da CIM do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, destacou que esta nova NUT II resulta de “uma luta de muitos anos” e constitui agora “uma conquista concreta” para a região, pois esta reorganização permitirá ultrapassar constrangimentos anteriores no acesso a fundos europeus. “Precisávamos desta nova NUT para garantir um envelope financeiro próprio para estes 34 municípios, com muito mais homogeneidade e potencial de desenvolvimento.”
Para o autarca, uma das principais vantagens da nova região é a ausência de grandes centros urbanos dominantes, como noutras regiões, o que permite maior equilíbrio. “Há muito mais uniformidade entre os municípios e uma vontade comum de crescer e cooperar.”
A definição de prioridades estratégicas já está em curso, para garantir a melhor preparação para o próximo quadro comunitário de apoio 2028‑2034. Entre os principais eixos apontados estão mobilidade, saúde, ensino superior, habitação e agricultura. “Estamos a preparar a estratégia para a região e há áreas que estarão muito presentes como eixos principais”, explicou Manuel Jorge Valamatos.
Destacou ainda a aposta na cooperação entre instituições de ensino superior, com o objetivo de atrair estudantes e criar uma nova identidade regional. “Queremos conseguir capitalizar e mobilizar estudantes para a região”, afirmou.
O presidente da Câmara de Vila Nova da Barquinha, Manuel Mourato, reforçou a importância da união entre municípios para aproveitar as oportunidades. “Vemos isto como um sinal de união e de solidariedade entre todos, para irmos buscar financiamentos de forma mais célere e direta.”
Para o autarca, a nova configuração territorial permitirá também maior influência em temas estruturais, como o rio Tejo. “Passaremos a ter uma região muito maior e com mais peso para abordar questões ambientais e da água.”
Manuel Jorge Valamatos apontou a metas claras para a próxima década: reforço do ensino superior, melhoria dos serviços de saúde, concretização de infraestruturas como o novo aeroporto e valorização do Tejo como ativo ambiental e económico.
E partilhou um desejo para o futuro: “Que os 34 municípios consigam ter um papel de cooperação muito forte e que esta região se torne mais competitiva e com melhor qualidade de vida.”

