Amigos de longa data e naturais de Abrantes, Paulo, João e Filipe foram os responsáveis pelo projeto, ao qual se juntou Diana (de Tomar) em maio deste ano. Oriundos de ramos profissionais diversificados, que vão desde a educação à metalurgia e ao retail, encontraram na música um denominador em comum e são hoje um nome em crescimento na região.
Surgiram em 2022 como uma banda de covers, mas o conceito dos PlugIn não se fica por aqui. Com um repertório único e diversificado, com hits que todos conhecem e também outros mais ousados, procuram, em cada concerto, deixar o seu cunho pessoal e atribuir marcas da sua própria originalidade. Com um novo alinhamento desde maio deste ano, a banda procura agora redefinir o conceito de espetáculo, tornando-o uma “experiência memorável”, tendo lançado um novo vídeo de apresentação do projeto a par com uma sessão fotográfica, deixando assim a sua marca no terreno e alcançando novos públicos.
A seleção de músicas prima pela versatilidade, com sons que vão desde os anos 60 até à atualidade, mas engane-se quem pensa que se tratam apenas de covers. Os PlugIn vão mais longe e procuram destacar-se pela diferença, deixando de lado a simples interpretação musical. Pelo contrário, parte da identidade da banda são os próprios arranjos e um concerto intenso, marcado pelo contacto com o público que procuram agarrar do início ao fim, “atualizando assim as possibilidades do que uma banda de versões consegue fazer em palco, com um som e espetáculo rejuvenescido e revigorado”, descrevem.
Recentemente, a banda marcou presença na Mostra de Artesanato e Gastronomia de Gavião, abrindo para Richie Campbell, no Festival das Juventudes, no festival Penhas Rock e no festival Remember na Aldeia, entre outras festas e concertos.
O mediotejo.net foi conhecer o projeto e esteve à conversa com a vocalista e o guitarrista dos PlugIn, Diana Dias e Paulo Silva. Para além do seu surgimento enquanto banda e do caminho que têm trilhado desde 2022, procurámos saber quais os projetos e os objetivos da banda para o ano de 2025.
Como é que se conheceram e quando é que decidiram formar uma banda em conjunto, nomeadamente os PlugIn?
P: Nós os três [Paulo, Filipe e João] já nos conhecemos desde miúdos, porque nós estudámos juntos e tocávamos na altura. Entretanto, eles tiveram bandas, eu tive bandas, mas nunca tínhamos tocado uns com os outros assim numa banda. Passados alguns anos, como qualquer boa ideia, numa noite de copos alguém se virou e disse: “nunca tocámos juntos, devíamos fazer uma banda”. Eu estava num projeto na altura, mas também já andava a planear algo mais para covers, achei que estava na altura e então juntámo-nos os três. Na altura a Diana ainda não estava connosco, entrou em maio deste ano.
D: Tinha um amigo em comum que me falou que estavam à procura de vocalista e foi aí que nos conhecemos.

Quando é que os PlugIn se lançaram, oficialmente, aos palcos?
P: Nós estamos a tocar mais ou menos há dois anos, desde 2022.
A nível individual, quando é que despertam para a vertente musical e surge esta paixão pela música?
D: Eu sempre gostei muito de música e sempre cantei. Cheguei a ter aulas no conservatório de flauta, mas depois a minha mãe decidiu desistir da música enquanto investimento e ir para o inglês. Eu sou professora de inglês porque a minha mãe me colocou no instituto. Mas eu sempre gostei muito de música e chegou a uma fase em que a minha mãe me colocou em aulas de guitarra e foi aí que percebi “eu adoro isto, posso tocar as músicas e cantá-las”. Foi aí que eu realmente me apaixonei porque podia cantar todas as músicas que eu queria.
Depois, com a idade, começava a levar guitarra para a escola e a cantar com os amigos. Surgiu a oportunidade de estar em bandas, fui sempre estando e chegou ali aos vinte e poucos anos deixei um pouco a música de lado. Porque também não havia uma banda que me puxasse. Ou havia bandas pimba, onde se ganhava dinheiro, ou os meus colegas tinham ido para a universidade e depois já estávamos todos separados. Deixei um pouco a música de lado, fui fazendo umas músicas para a internet, por gosto pessoal, até que surgiu esta oportunidade que foi assim: “como é que isto é possível? Esta banda é mesmo fixe”. Fiquei mesmo apaixonada pela banda e eu tenho a oportunidade de tocar nela, é mesmo gratificante.
P: Eu comecei um bocado por influência do meu irmão, ele sempre me mostrou Beatles, Status Quo, The Rolling Stones, bandas dos anos 60/70 mesmo desde miúdo. Ele comprou uma guitarra quando eu tinha cerca de 8 anos. Obviamente no Natal seguinte foi o que eu pedi. Comecei a aprender com 9 anos, foquei-me naquilo um bocado por cromisse, muito cedo e então quando eu estava com cerca de 15 anos, já estava num ponto em que já estava a começar a dar aulas a pessoal mais novo e às vezes até pessoal mais velho. E daí decidi que ia estudar isso.
Sempre me interessei por muita coisa e ainda hoje tenho muitos interesses, mas este sempre foi aquilo que se calhar também me deixava um bocadinho mais preenchido. Então fui para Inglaterra estudar, porque não tinha grandes opções aqui. Ainda estudei guitarra clássica, mas não era bem isso que queria. Não queria estudar clássico, então acabei por ir para Brighton fazer a licenciatura.
Antes disso já ia tocando. Eu também comecei a dar aulas relativamente cedo e também comecei a tocar com malta mais velha também. Pelos 17/18 anos já estava a tocar com bandas de pessoal mais velho, na altura os Kaviar, por exemplo, depois fiz as minhas também. Ou seja, isto para mim é um bocado uma continuação daquilo que sempre fiz.
Após a vontade de se juntarem e dar os primeiros passos enquanto banda, como é que chegaram até ao nome que mais se adequava e vos definia?
P: O nome, pelo menos para mim, é sempre algo um pouco chato. Não sou a pessoa mais criativa para nomes. Então, de uma maneira pouco criativa, decidimos só juntar um conjunto de nomes, cerca de vinte e fizemos uma votação, para tentar arranjar algo com que toda a gente estivesse satisfeita. E ficou assim, não há nenhuma história muito interessante por trás.

Quem são os PlugIn e o que é que vos caracteriza enquanto banda? Focam-se num determinado género musical ou falamos de um repertório que é diversificado?
P: Nós começámos como banda de covers, mas também uma das coisas que achei importante logo de início é trazer aqui algo distintivo, algo que seja diferente do resto, não queria estar a fazer uma coisa só porque sim. Então tentei, logo de início, dar aqui alguma coisa que fosse característica da banda e então apostámos um bocado nas versões.
Ou seja, o que nós fazemos em concerto, nós temos covers um bocado mais parecidos com o original, mas tentamos sempre fazer algo um bocadinho diferente, quer seja a nível do espetáculo, planear momentos diferentes. Depois começámos, já na fase em que a Diana entrou, a fazer as próprias nossas versões das coisas. Ou seja, quando as pessoas vão a um concerto de PlugIn, ouvem músicas que conhecem, mas muitas vezes há momentos que são nossos e trazem um bocadinho do que é também a nossa originalidade àquilo.
Quais é que são os maiores desafios com que uma banda se depara?
D: Eu acho que tem muito a ver com o espírito banda que, por acaso, para nós não é um desafio. Não sei se é por serem já amigos há tanto tempo, mas há uma ligação muito boa. Nunca há problemas em organizar ensaios ou mesmo discutir ideias. O Paulo tem muito conhecimento musical, então nós confiamos sempre nele e realmente sai sempre bem. Temos uma sinergia muito boa entre banda e acho que isso será o desafio principal das bandas, darem-se bem ou se houver algum conflito, a capacidade de resolução dos mesmos será o mais complicado. Mas nós estamos mesmo a rumar para o mesmo sentido, então, as coisas correm bem.
Que palcos é que já pisaram e que momentos destacam deste vosso percurso?
P: Todos os concertos são interessantes, mas assim de destaque fizemos a abertura do Richie Campbell na Feira Mostra em Gavião, temos alguns festivais também, como o Penhas Rock, no Penhascoso, estivemos num festival também este ano ainda em São Miguel. Nós apontamos um bocadinho mais também para aí, ou seja, podíamos cair facilmente naquela coisa de banda covers e fazer bares, e bares é muito fixe, mas temos focado em concertos com uma dimensão um bocado maior para podermos mostrar o que nós temos desenvolvido. Faz mais sentido nesse tipo de palcos. Então acho que esses também são aqueles que ficam mais em destaque.
Há algum que vos tenha marcado particularmente?
D: Sim, atuámos em São Facundo, a um domingo e, normalmente as pessoas estão já cansadas, mas houve ali uma sinergia também com o público. Era noite de rock e nós trouxemos um reportório rock, a nossa presença com o público, o público deu o máximo e nós também, e acho que esse para mim foi o melhor.
Algum palco que ainda não tenham tido a oportunidade, mas que gostassem de pisar brevemente?
P: As Festas da Cidade [de Abrantes] acho que era uma boa aposta este ano (2025).
Neste momento têm um novo projeto prestes a “sair do forno”, no dia 6 de dezembro, e que procura dar a conhecer a banda e o vosso trabalho. Em que é que este consiste?
P: Estamos a preparar este espetáculo que é diferente do que temos feito até agora e com a entrada da Diana houve também a necessidade de apresentar de novo a banda e mostrar o trabalho novo. Então colaborámos com o Sérgio Marques, videógrafo e ele fez um vídeo de apresentação. Essencialmente, é uma escolha de algumas músicas que tocamos. É difícil escolher, não dá para mostrar tudo, mas são 5 ou 6 músicas do nosso repertório.
Fizemos um medley e já dá para ter uma ideia do que é o som dos PlugIn. Temos aquelas músicas em que se calhar estão mais parecidas com o original, mas ao mesmo tempo aquelas que têm os arranjos próprios e mostramos um bocadinho também o que é o concerto.
Para além deste vídeo de apresentação têm novos projetos ou trabalhos prestes a serem lançados?
P: Temos também uma sessão fotográfica que fizemos com a fotógrafa Inês Nepomuceno, de Abrantes. Vai sair entretanto, lá para o final deste mês vai começar a sair nas redes sociais. As fotos estão muito fixes, ficamos muito satisfeitos com o trabalho dela também.
Estamos prestes a iniciar um novo ano. Quais os objetivos dos PlugIn para 2025?
P: Agora estamos numa fase também de assegurar um bocadinho o nome no terreno. Temos algo novo, um novo espetáculo e, portanto, agora o que estamos a tentar cimentar são os contactos para saberem que estamos aqui. Obviamente que fomos tocando e fomos fazendo concertos já nos últimos dois anos, mas realmente desde que a Diana entrou, estamos a focar-nos numa coisa um bocadinho diferente. Algo que nos deixa um bocadinho mais orgulhosos do que fazemos, porque há mais esforço nosso e acho que isso também se nota em palco. Ou seja, estamos a falar de um espetáculo já desenhado com luzes, com imagem e tudo. É um pacote completo.
D: Este ano estamos mesmo focados em diferenciar-nos pelo espetáculo. Isso vai ser diferente do ano passado, é o nosso maior desafio e desejo é criar este espetáculo para o público.
P: O concerto torna-se dinâmico e voltando à origem dos PlugIn e do porquê de decidirmos fazer isto, eu sempre gostei de ir a bares e ver bandas, bandas de covers, tal como gosto de bandas originais. Mas o que eu vi é que também muitas bandas caíam nas mesmas coisas. Ou seja, o repertório era sempre o mesmo, independente da banda que eu fosse ver. O som era sempre o mesmo e acho que há aqui fatores diferenciadores que podemos trazer. Então é um bocadinho isso que estamos a trabalhar. Para este ano é pôr isto cá fora e começar a agendar o ano de 2025.

É mesmo este cunho pessoal que tentam dar nos vossos concertos e a aposta no espetáculo que vos diferencia enquanto banda?
D: Eu acho que é mesmo a intenção em espetáculo e a comunicação com o público. Nós não queremos só música, mas uma experiência memorável, em que a pessoa vai para casa e há momentos naquele concerto que a pessoa se vai lembrar, que vão ser diferentes de qualquer outra banda.
P: Sim é muito por aí. O nosso repertório é extenso, nós agora estamos já com 60 músicas, de géneros diferentes, mas é o nosso som. Apesar de serem covers, é o nosso som e é um bocadinho isso que acaba por diferenciar. O espetáculo é dinâmico. Eu acho que quando uma pessoa vai ver um concerto não se lembra se os músicos eram muito bons. Se formos músicos sim, vamos prestar atenção a esses pormenores, mas normalmente a pessoa lembra-se dos momentos que houve no concerto, de interação no espetáculo, para além da música e acaba por ser isso também que nós tentamos que seja o nosso fator de diferenciação.

