A Polícia Judiciária, em inquérito tutelado pelo Ministério Público de Santarém, desencadeou esta quarta-feira, 19 de maio, uma operação policial de combate ao cibercrime, tendo por base vários casos de fraude perpetrados de forma organizada, com recurso à aplicação MBWay.
Segundo nota de imprensa, na sequência da operação procedeu-se à detenção de nove indivíduos, seis mulheres e três homens, presumíveis autores de dezenas de crimes de burla informática agravada, falsidade informática e acesso ilegítimo.
A estratégia investigatória visou a localização e agrupamento das várias participações que se encontravam dispersas por várias comarcas do país, por forma a demonstrar a atividade delituosa reiterada e organizada, conjugando e analisando toda a informação de forma a identificar/localizar os agora detidos. Os autores dos crimes levaram a cabo múltiplas ações criminosas, com impacto em várias vítimas.
Na sequência das detenções e buscas domiciliárias procedeu-se à apreensão de vários objetos relacionados com a prática criminosa e/ou adquiridos da forma ilícita.
O valor do dano atingiu, até ao momento, um valor de cerca de 170 mil euros, refere a mesma informação, prevendo-se que este valor possa aumentar com a continuação da investigação.
A investigação contou com a colaboração com a SIBS, entidade gestora da aplicação MBWay. Os nove detidos vão ser agora presentes a primeiro interrogatório judicial, para aplicação da medida de coação considerada adequada.
A PJ aproveitou para alertar os utilizadores do MBWay para nunca fornecer a ninguém o código de ativação ou ‘pin’ de acesso da aplicação, nunca adicionar um contacto de telefone estranho à conta bancária, nunca instalar o serviço sob a orientação de estranhos e tomar atenção “redobrada perante a abordagem de estranhos que queiram pagar” através daquele sistema digital.
As autoridades lembraram ainda que o número de telefone dá acesso direto à movimentação da conta e que, se houver dúvidas, as pessoas devem consultar os seus bancos.
