A PJ deteve em Abrantes um homem de 53 anos por abuso sexual de pessoa incapaz de resistência. Foto: DR

O homem de 53 anos, detido em Abrantes por abuso sexual de pessoa incapaz de resistência, vai aguardar o desenrolar do inquérito na sua casa com vigilância eletrónica, disse hoje fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Presente hoje a um juiz de instrução criminal, “foi determinada como medida de coação a obrigação de permanência na habitação com vigilância eletrónica”, disse à agência Lusa a fonte da PJ, tendo adiantado que, “até existirem condições para a colocação de vigilância eletrónica, o suspeito vai para a prisão”.

Em causa está um alegado crime que terá sido cometido num centro de acolhimento de jovens na zona de Abrantes, no distrito de Santarém.

Segundo adiantou a fonte da PJ, o arguido é funcionário público e a vítima, do sexo masculino, tem agora 17 anos.

Em comunicado divulgado na segunda-feira, a PJ anunciou a detenção de um homem “fortemente indiciado pelo crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência”.

Hoje de manhã, à Lusa, o diretor do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Leiria da PJ, Avelino Lima, indicou que o suspeito se encontrava a ser ouvido em primeiro interrogatório judicial, prevendo-se ainda para hoje o anúncio das medidas de coação.

De acordo com o responsável, os crimes foram cometidos contra um jovem do sexo masculino, portador de deficiências profundas.

No comunicado, a PJ referiu que os factos ocorreram desde o final de 2019 até ao verão de 2022.

A denúncia do crime partiu dos responsáveis do referido centro de acolhimento, no seguimento de processo disciplinar interno, “cujas conclusões e suspeitas foram comunicadas à PJ, que procedeu a diligências subsequentes, identificando o autor e recolhendo prova que o indiciava fortemente da autoria dos factos denunciados”.

De acordo com a PJ, o suspeito, que desempenhou funções no centro de acolhimento, em regime de voluntariado, “tinha acesso aos menores, bem como às zonas privadas como quartos e casas de banho da instituição, tirando partido dessa situação para perpetrar os factos em investigação”.

Mário Rui Fonseca

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Agência Lusa

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