A situação das piscinas municipais de Torres Novas foi tema de debate na última reunião do executivo camarário, após a vereadora Maria Emília Leão (PSD) pedir esclarecimentos sobre o atraso na reabertura e os resultados das análises à qualidade da água. Em resposta, o presidente da Câmara, José Trincão Marques (PS), revelou que o encerramento prolongado se deve à deteção da bactéria legionella.
Segundo o autarca, as piscinas estiveram fechadas para obras, o que originou a paragem da água nas tubagens, sobretudo nas de água quente. “Como sabemos, águas paradas e com alguma temperatura têm tendência a criar bactérias”, admitiu.
Antes da reabertura ao público, foi realizada a análise obrigatória por lei, na qual foram identificadas “várias bactérias”, entre elas um tipo de legionella “menos agressivo”. Segundo o autarca, a delegada de saúde local passou então a acompanhar o caso e ordenou a realização de três contra-análises.
O presidente explicou que, para combater os microrganismos, foram aplicadas “injeções de água de altas temperaturas para matar a bicharada que lá havia”. As duas primeiras contra-análises já deram resultado negativo. A terceira, necessária para confirmar a resolução total do problema, ainda está pendente.
A autarquia espera obter esse último resultado “na próxima semana”. Trincão Marques adiantou que foi informado pelo setor responsável de que a validação final não deverá chegar “esta semana, mas na semana que vem”.

O presidente reconheceu os prejuízos causados pelo encerramento, em particular aos clubes locais e às escolas, bem como aos utentes habituais da piscina. “Peço desculpa a todos os utentes e, nomeadamente, aos clubes envolvidos, que estão a sofrer na pele este constrangimento”, afirmou.
Contudo, defendeu que a autarquia não podia arriscar reabrir o equipamento antes de garantir total segurança.
“Vamos fechar os olhos? Não vamos fazer isso. É uma responsabilidade muito grande. Sabemos o que aconteceu na zona de Vila Franca de Xira há tempos, e com isto não se brinca”, alertou, sublinhando que uma reabertura prematura seria “ilegal e irresponsável”.
O município espera poder reabrir as piscinas na próxima semana, caso a terceira contra-análise confirme que o problema está definitivamente resolvido.
