Solidariedade volta a mobilizar-se por Beatriz Morgado, a “Pipoca”. Foto: DR

Beatriz Morgado, a “Pipoca”, voltou a mobilizar a solidariedade da região. A jovem, de 14 anos, precisa de realizar em outubro um tratamento intensivo de fisioterapia, tendo a família lançado, a 24 de agosto, um novo apelo público a partir de Vila Nova da Barquinha.

“Estou a passar por um momento muito crítico e preciso urgentemente da vossa ajuda para angariar 5.908 € para realizar um tratamento intensivo de fisioterapia já no próximo mês de outubro”, lê-se na mensagem divulgada através da página “Todos Juntos Pela Pipoca – Beatriz Morgado”.

Segundo o apelo, Beatriz é totalmente dependente, não anda nem consegue alimentar-se sozinha e necessita de ajuda permanente nas atividades quotidianas.

A necessidade deste novo tratamento é justificada pela família com o agravamento da escoliose da jovem, que estará já a afetar o sistema respiratório.

“A minha escoliose está a avançar muito rapidamente e já está a afetar gravemente os meus pulmões e o meu sistema respiratório”, refere a mensagem.

Beatriz esteve entretanto em Madrid para fazer um banco postural, mas, segundo a família, essa intervenção não é suficiente, sendo agora necessário avançar com fisioterapia intensiva para procurar melhorar a qualidade de vida e a capacidade respiratória.

O apelo dá ainda conta das dificuldades financeiras do agregado familiar. Segundo a mensagem, apenas o pai de Beatriz trabalha, auferindo o salário mínimo, enquanto a mãe deixou a atividade profissional para se dedicar em permanência aos cuidados da filha.

“Sei o quanto custa aos meus pais estar constantemente a pedir ajuda, mas sei também que o fazem por amor, porque sem a vossa solidariedade eu não consigo ter acesso a estes tratamentos”, lê-se no apelo.

Uma mobilização que acompanha Beatriz desde criança

A história de Beatriz e a mobilização solidária em torno dos tratamentos de que necessita são acompanhadas há vários anos pelo mediotejo.net.

Beatriz Morgado é uma menina que sofre de paralisia cerebral e que tem sido alvo de manifestações de apoio e solidariedade. Foto arquivo: DR

Em 2016, quando tinha quatro anos, Beatriz realizava fisioterapia intensiva numa clínica em Espinho, além de fisioterapia no Entroncamento e hidroterapia. Os custos associados aos tratamentos levaram familiares e amigos a dinamizar o movimento “Todos Juntos pela Pipoca – Beatriz Morgado”.

Ao longo dos anos, várias iniciativas na região associaram-se à causa, entre atividades desportivas, eventos solidários e campanhas de recolha de tampas e caricas.

Concerto Solidário, no auditório do Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha, ajudou à aquisição de uma carrinha. Foto arquivo: Luís Carmo

Em 2022, aos 10 anos, a família lançou uma campanha de financiamento coletivo com um objetivo de três mil euros para ajudar a suportar terapias, incluindo hipoterapia, psicologia e terapia ocupacional, com o percurso de Beatriz a contar desde sempre com apoios da sociedade civil, que volta a ser convocada para um contributo individual ou coletivo em prol de Beatriz Morgado.

Como ajudar

A nova campanha pretende reunir 5.908 euros para assegurar o tratamento intensivo previsto para outubro. A família sublinha que qualquer contributo ou partilha pode ajudar a alcançar o objetivo e apela também à realização de eventos solidários.

Os donativos podem ser efetuados através de MB WAY, pelos números 917 149 019 e 918 351 188, ou através da campanha de Beatriz no GoFundMe.

Quem preferir contribuir diretamente para a clínica onde Beatriz deverá realizar o tratamento pode solicitar os dados necessários ao pai, Nuno Morgado, através do número 917 149 019.

“Qualquer valor conta e cada partilha faz toda a diferença”, conclui o apelo.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply