O XXVIII Festival de Folclore do Rancho Folclórico e Etnográfico da Vila de Pias, Ferreira do Zêzere, realizou-se ao final da tarde de sábado, com muito calor e animação, celebrando a história e a tradição. Ao rancho anfitrião juntaram-se três convidados de diferentes pontos do país, nomeadamente o Rancho Folclórico de Alenquer (Estremadura Centro – Saloia), o Grupo Folclórico e Etnográfico de Alfarelos – Soure (Beira Litoral/Gândara, Bairrada e Mondego), e o Rancho Folclórico da Freguesia de Pussos – Alvaiázere (Alta Estremadura).
A dança, não para todos, muito menos para qualquer um…o trajar, a coreografia, os movimentos dos pés, num rodopio constante, com mais novos e menos novos desenhando figuras, umas atrás das outras. Acabam aquela moda, recomeça outra, o suor escorre da testa, mas o sorriso na face está sempre presente. Parabéns pelo que fazem e nos é dado a ver.







Ao mediotejo.net, Sara Cotrim, em representação do Rancho Folclórico de Pias, não escondeu a sua satisfação pela realização desta edição de um festival nacional dedicado às tradições populares e o orgulho pelo trabalho desenvolvido na divulgação e preservação das artes e costumes.

ÁUDIO | SARA COTRIM, RANCHO FOLCLÓRICO DE PIAS:
Pias é uma localidade do município de Ferreira do Zêzere, tendo sido vila e sede de concelho até ao início do século XIX. O concelho era constituído pelas freguesias da atual União de Freguesias: Areias e Chãos.

Foi sede da extinta freguesia de Pias, extinta em 2013, no âmbito de uma reforma administrativa nacional, para, em conjunto com a freguesia de Areias, formar uma nova freguesia denominada União das Freguesias de Areias e Pias. Com a sede em Areias; na sequência desta agregação, Pias viu perder parte do seu território original para as freguesias de Águas Belas e Igreja Nova do Sobral.







Embora pequena, a localidade tem um conjunto de património estimável, tanto no que toca ao seu património natural como ao seu património histórico, onde o Rancho Folclórico e Etnográfico da vila de Pias, fundado a 19 de abril de 1998. O objectivo era o de unir os jovens e preservar os usos e costumes, com o trabalho de pesquisa do trajar, do balhar, do cantar das suas gentes, assim como do espólio que constitui o seu museu, onde se encontra uma panóplia de utensílios, roupas e outros objetos de outrora.







As suas danças têm várias influências beirãs e do Alto e Baixo Ribatejo, sendo compostas por viras, fados, fandango e danças de roda.
Os seus trajes reportam ao fim do século XIX, princípios do século XX, e foram reproduzidos através de pesquisas efetuadas por pessoas de mais idade da freguesia de Pias e em dados que se encontraram nas quintas da localidade. São compostos por traje de noivos, trajes de domingueiro, trajes de trabalho e de criada, entre outros.




