Museu dos Rios e das Artes Marítimas Imagem: mediotejo.net

No primeiro mês do novo ano, o Museu dos Rios e das Artes Marítimas, escolheu dois pelouros, como «Peça do mês», os quais foram encontrados nas areias do rio Zêzere, em Constância.

Os pelouros são antigos projéteis pirobalísticos esféricos, ou seja, balas de ferro, chumbo ou pedra, com que se carregavam as peças de artilharia. Estas balas não possuíam carga explosiva no seu interior e eram disparadas por canhões, sendo o seu diâmetro ligeiramente inferior ao do cano da boca da peça, para não ficarem entalados no cano. Eram projéteis utilizados para destruir os cascos de madeira dos navios, as fortificações ou como arma antipessoal de longo alcance.

Os pelouros que agora se destacam enquanto «Peça do mês», no Museu dos Rios e das Artes Marítimas, são em ferro maciço, pesam cerca de 5 kg cada um e têm 12 centímetros de diâmetro, foram encontrados na foz do rio Zêzere, enterrados na areia, debaixo de água, o que permite enquadrá-los numa época conturbada da História de Portugal, possivelmente no período das invasões francesas, no início do século XIX.

Registe-se que a «Peça do mês» está exposta numa das salas do museu, onde pode ser apreciada e a sua divulgação é efetuada através das páginas de Facebook do Museu dos Rios e das Artes Marítimas e do Município de Constância.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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