Hugo Costa, presidente da Federação Distrital de Santarém do PS. Foto: DR

Encerrei no passado sábado, 19 de novembro, como Presidente da Federação do PS de Santarém, o Congresso Distrital que se realizou no Cartaxo, com algumas palavras que refletem aquelas que são as linhas que nos movem em defesa do distrito e exigem, mais do que a nossa preocupação, que sejamos ação para a solução e de sermos a voz de Santarém em Lisboa.

Após ter feito um enquadramento mais genérico do atual contexto que atravessamos, considero que, a nível da nossa região, o Partido Socialista deve continuar a ser intransigente na defesa dos seus valores na região. Enquanto partido, lideramos 12 câmaras municipais, as 2 comunidades intermunicipais, 13 assembleias municipais, 81 freguesias e a ANAFRE distrital, para além dos 5 deputados eleitos na Assembleia da República.

É com esta força que devemos elevar o sentido de responsabilidade para dar voz e ser ação para a solução, honrando todos os compromissos com a região.

Falo, por exemplo, a nível de infraestruturas onde, mesmo com os investimentos possíveis nos últimos anos, temos muito por fazer. É altura de uma vez por todas, resolvermos o acesso ao Ecoparque do Relvão onde, por uma estrada nacional sem condições de segurança, continuam a atravessar, diariamente, no meio de localidades, veículos que transportam matérias perigosas. Também urge resolver a nova travessia do Tejo, a ligação do IC9 a Fátima, a ponte Rainha Dª Amélia, a modernização da linha do Norte, incluindo a estação do Entroncamento, o viaduto de Santana e o estudo sobre o atravessamento de Santarém, além das estradas nacionais do nosso distrito terem de continuar a ser intervencionadas. E se existe um debate que a todos apaixona e onde todos têm opinião no nosso país, esse debate é o do novo aeroporto. Como região devemos e temos de agarrar a oportunidade de o Aeroporto aqui se situar.

Também devemos exigir qualidade no serviço postal universal privatizado e que todas as redes de comunicações eletrónicas cheguem a todo o território, como fator de igualdade e coesão territorial. A nível de saúde estamos conscientes dos investimentos que os governos do Partido Socialista realizaram na nossa região, nomeadamente no Hospital Distrital de Santarém e no Centro Hospitalar do Médio Tejo.  Não obstante, a situação dos cuidados primários com falta de resposta, médicos e meios, não é aceitável.

A nível ambiental, a nossa região possui uma riqueza única a nível hidrográfico, sendo importante garantir que as bacias hidrográficas estejam despoluídas. De igual modo, o tema da seca e do armazenamento da água é por demais importante, ainda por cima sendo nós um distrito marcadamente agrícola. A Educação continua a ser chave na nossa estratégia e, a nível do ensino superior, devemos ter a capacidade de tirar o máximo partido dos dois Institutos Politécnicos no distrito.

Assumo – como já assumi anteriormente – que sou um regionalista convicto. Por isso, continuaremos a defender a constituição da nova NUTII entre as comunidades intermunicipais do Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Oeste que nos permitem resolver os paradoxos e contradições da nossa organização administrativa onde, por exemplo, para efeitos de ordenamento do território somos todos CCDR Lisboa e Vale do tejo, onde temos o nosso direito de voto, mas para efeitos de fundos comunitários estamos espartilhados entre o centro e o Alentejo, onde não temos poder de voto.

Ambiciono que o novo ciclo comunitário e o PRR sejam os mais positivos para a região sem esquecer que o PRR que, por exemplo, prevê investimentos significativos no nosso território. Falo, por exemplo, das lojas de cidadão, das residências universitárias, do património mundial do Convento de Cristo ou das agendas mobilizadoras. Pela nossa parte, fica o compromisso de fazermos sempre mais e melhor pela região.

Hugo Costa, 42 anos. Economista, deputado e presidente da distrital de Santarém do PS.

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