Pego vence Ortiga e mantém registo de invencibilidade na série B da 2ª divisão distrital. Foto: mediotejo.net

CASA DO POVO DE PEGO 4 LIGA REGIONAL DE MELHORAMENTOS DE ORTIGA 2

6ª Jornada – 2ª Divisão Distrital (Série B) – Domingo, 13 de novembro 2022

Campo de Jogos do Pego (Pego – Abrantes)

Equipa de arbitragem e capitães de equipa

Foi com esse espírito que as equipas entraram em campo, mas cedo se percebeu que a missão da equipa que viajou do concelho de Mação não seria facilitada. Os pegachos apostaram em abrir brechas nas alas da defesa de Ortiga, através da velocidade dos seus laterais, tendo como referência atacante o “endiabrado” Tiago Gaspar, que se mostrou a grande nível ao longo de toda a partida.

E foi precisamente dos pés de Tiago Gaspar que surgiu o primeiro golo da partida, aos 14 minutos, isto depois da defesa ortiguense já ter passado por alguns momento de apuro. Estava aberto o marcador, dando expressão ao caudal ofensivo do Pego.

Pego festeja um dos golos da tarde

Em toda a primeira parte do encontro, foram raras as vezes em que a Ortiga mostrou ter capacidade para incomodar o último reduto dos homens da casa. Nos últimos quinze minutos do primeiro tempo conseguiram equilibrar a posse de bola, mas apenas ao cair do pano Luís Dias incomodou o guardião local.

Foi, de facto, uma primeira parte de sentido único em termos de ocasiões de perigo, mas o Pego não conseguia melhor do que ir para o descanso com a vantagem mínima. Justa, é certo, mas escassa.

A equipa do Pego criou muitas oportunidades no primeiro tempo

A segunda parte do encontro trouxe um pouco mais de emoção, com a formação da Casa do Povo do Pego a procurar o segundo tento o mais cedo possível, de forma a encarar o resto do jogo com maior tranquilidade. Contudo, aconteceu precisamente o contrário com a Ortiga a conseguir restabelecer a igualdade através de uma grande penalidade, que tem história para contar.

Pego na conversão de um canto criou perigo para a baliza de Ortiga

Decorria o minuto 55 quando, numa investida rápida pelo centro do terreno, João Ruivo deu mão na bola dentro da área. O lance correu e o esférico acabou mesmo por entrar dentro da baliza pegacha. Contudo, o jovem árbitro André Silva decidiu pela marcação do castigo máximo a favor da Ortiga e, após alguns momentos, decidiu-se também pela expulsão de João Ruivo com cartão vermelho direto, num momento que causou grande tensão e e contestação em toda a estrutura e massa associativa do Pego.

Ninguém compreendeu o facto da equipa estar a ser punida duplamente, algo que as regras do futebol também explicam em casos idênticos, tendo a situação sido o caso do jogo. Após 7 longos minutos de paragem (motivados também pela assistência ao guarda redes que se aleijou no lance que antecedeu o penalty), alheio a toda a confusão e concentrado, Rúben Neves converte a penalidade e empata a partida.

Ortiga empataria de grande penalidade mas depois o Pego acabou por mostrar a sua superioridade

A jogar, a partir daí, com menos um elemento, Pedro Sampaio reestruturou a equipa e, ao invés de se prever a galvanização da Ortiga, as mexidas no xadrez do Pego não podiam ter surtido melhor efeito, com o técnico pegacho a arriscar e a passar a jogar apenas com três centrais.

Após uns breves minutos em que a equipa se reorganizou, quem chegasse naquele momento ao Campo de Jogos até poderia pensar que eram os homens da casa que estavam em vantagem numérica… só que não.

Mesmo com menos um jogador, o Pego mandou na partida

Os comandados de José Carlos, “adormecidos” pelas mudanças feitas pelo adversário, foram “encostados à corda” e permitiram (com a naturalidade esperada por quem assistiu à partida) o segundo golo ao Pego, novamente por Tiago Gaspar. Aos 61 minutos, estava reposta a vantagem da equipa da casa.

Os homens da Ortiga, poderiam ter empatado pouco depois, através de um potente remate de Pedro Afonso a que se opôs João Mascate, em grande nível. Mas eram do Pego as investidas mais constantes e perigosas ao último reduto dos visitantes.

Ortiga na proteção da sua baliza

Aos 81 minutos de jogo foi com naturalidade que o Pego chegou ao três a um, desta vez pelo capitão Fábio Santos, que fez o que quis da defesa contrária, até empurrar para as redes do desamparado Diogo Pombo.

Com menos um elemento em campo, a estratégia de Pedro Sampaio resultava em cheio e a pouco tempo do final da partida, a sua formação começava a materializar em golos, as oportunidades criadas.

Equipa do Pego venceu Ortiga e segue no grupo da frente da série B

Já no fim do tempo regulamentar, a Ortiga ainda espreitou o golo por  Bruno Lourenço mas, novamente o guardião pegacho a negar com outra boa intervenção antes de ser levantada a placa com o tempo de compensação, e novo burburinho se instalou, desta vez com contestação do banco da Ortiga.

O trio de arbitragem concedeu “apenas” 4 minutos de tempo extra, muito pouco para o tempo em que o jogo este parado na situação da grande penalidade, em algumas assistências físicas e substituições.

Jogo que revelou poderio do Pego mostrou debilidades da Ortiga

Pouco tempo dado, mas o suficiente para se assistir a dois bons golos, um para cada lado. O jogo estava partido e, com as forças a desvanecerem, a toada era de “bola lá, bola cá” com Diogo Lopes a fazer o 4 a 1 de fora da área, num potente remate bem colocado sem qualquer hipótese de defesa.

No lance seguinte e antes do apito final, foi a vez de Bruno Lourenço fechar as contas da partida, também com um forte remate de fora da área.

Vencedor justo, que soube “fintar” a contrariedade de estar a jogar com menos um elemento durante mais de meia hora, tempo em que acabaram por ser superiores e fabricar o resultado que lhes vale mais três pontos e continuar a espreitar o topo da tabela. A Ortiga, que anda com as casas às costas desde o início da época devido ao processo de instalação de um sintético, lutou com as armas que teve, tecendo críticas ao trabalho da equipa de arbitragem que, em abono da verdade, não agradou a nenhuma das equipas.

Ficha de Jogo:

CASA DO POVO DO PEGO

Equipa do Pego

João  Mascate, Vítor Romero, Guilherme Macide, Fábio Duque, João Ferreira, Tiago Gaspar, André Batista, Thiago Mello, Fábio Santos (cap.), Pedro Rosado e Paulo Batista,

Suplentes: Duarte Gonçalves, Carlos Silva, Vasco Bioucas, Diogo Lopes, João Coxinho, João Oliveira e João Ruivo.

Treinador: Pedro Sampaio.

LIGA REGIONAL DE MELHORAMENTOS DE ORTIGA

Equipa de Ortiga

Diogo Pombo, Rui Dias, Pedro Afonso, Luís Dias, João Agostinho, Ricardo Costa, Rúben Neves, Carlos Aleixo, Nuno Mariquitos, Bernardo Fontes e Joel Marcão (cap.).

Suplentes: Vasco Dias, João Lopes, Alexandre Simões, Ângelo Silva, João Lourenço e Bruno Lourenço.

Treinador: José Carlos.

GOLOS: Tiago Gaspar [2], Fábio  Santos  e Diogo Lopes (Pego) / Rúben Neves e Lourenço (Ortiga).

EQUIPA DE ARBITRAGEM: André Silva, Leonardo Monteiro e Carlos Lopes.

No final da partida ouvimos os treinadores das duas equipas:

Pedro Sampaio, treinador do Pego

ÁUDIO | PEDRO SAMPAIO, TREINADOR DO PEGO:

José Carlos, treinador da Ortiga

ÁUDIO | JOSÉ CARLOS, TREINADOR DA ORTIGA:

José Belém

A grande “culpada” é uma velhinha máquina de escrever Royal esquecida lá por casa e que me “infectou” para uma vida que se revelou mais tarde não fazer sentido sem o jornalismo. O primeiro boletim da paróquia e o primeiro jornal da pequena aldeia onde frequentava a escola (tinha apenas 7 anos de idade) entranharam-me a alma (e o sangue) deste “vício” de escrever e comunicar. Seguiram-se os pequenos jornais de turma, os das escolas, os painéis informativos colocados nas paredes dos átrios e o dos escuteiros... e nunca mais o “vício” sarou. Ao longo da vida, foram vários e diversificados os ofícios exercidos profissionalmente, mas o “mar dos desejos” desaguava sempre numa folha de papel ou (mais tarde) num portátil de computador (e sempre com a máquina fotográfica como companhia). Já mais "a sério” e desde jornais regionais, rádios locais, periódicos nacionais e televisão (TVI), já são mais de 45 anos de um percurso “académico” de alguém que pouco se importa de não possuir um “canudo”.

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