A tradição do petisco à quarta-feira mantém-se bem viva no Pego, com o bucho e tripa grelhados. Créditos. mediotejo.net

A Confraria do Bucho e Tripas, do Pego (Abrantes) realiza no sábado, às 11:00, a cerimónia do 1.º Capítulo de Entronização de Confrades, o primeiro ato oficial da Confraria, na Igreja de Santa Luzia.

A cerimónia decorre no âmbito do Festival Gastronómico “Reviver o Passado”, que vai decorrer no salão da junta de freguesia do Pego com vários ‘workshops’ e iniciativas ligadas às tradições da Aldeia das Casas Baixas, com petiscos, a tradicional matança do porco, folclore e arraial.

Em nota de imprensa, a Confraria do Bucho e Tripas dá conta que visa promover, através de eventos, a “divulgação e preservação do património gastronómico local”, destacando a “secular tradição pegacha ligada em torno de um prato típico como é o bucho e tripas”, alicerçada na “história, tradições, crenças e vivências” deste povo.

A tradicional matança do porco vai decorrer em Pego este fim de semana. Foto: DR

Sobre a Confraria do Bucho e Tripas

Considerando a secular tradição pegacha ligada em torno de um prato típico como é o Bucho e Tripas, a Confraria visa promover, através de eventos, a divulgação e preservação do património gastronómico local.

Todos os recursos utilizados e respetivas formas de uso, constituem o prato de uma determinada região, sendo que os ingredientes, instrumentos utilizados e o modo de confeção contribuem para a construção da identidade de um povo.

Também de valorizar e não menos importante, é toda a história, tradições, crenças e vivências deste povo pegacho, uma vez que o prato tem por base todos estes fatores que o tornam único e diferenciador.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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