CIR Ex Tuna resiste e persiste em Moita do Norte com "Jazz na Tuna". Foto arquivo: mediotejo.net

Pedro Madaleno volta a subir ao palco do Clube de Instrução e Recreio (Ex-Tuna), em Moita do Norte, este sábado, 13 de dezembro, às 22h00, para mais uma noite dedicada ao jazz. Presença regular no Médio Tejo, o guitarrista regressa agora acompanhado pelo seu trio, depois de experiências bem recebidas pelo público da região.

A música tem sido uma das apostas fortes da associação, com especial destaque para o jazz, género que marca presença assídua na programação do CIR Ex-Tuna. Desta vez, o palco da sede da coletividade, em Moita no Norte, Vila Nova da Barquinha, recebe o trio liderado por Pedro Madaleno, que se faz acompanhar por Paulo Neves no contrabaixo e Bruno Pedroso na bateria.

Figura de relevo no jazz português, Pedro Madaleno apresenta um percurso académico e artístico sólido. Estudou e lecionou no Hot Club de Portugal, teve formação em piano clássico no Conservatório Nacional e passou por Boston e Nova Iorque como bolseiro da Berklee School of Music e da New School of Social Research.

Ao longo da sua carreira, foi ainda influenciado por nomes incontornáveis do jazz internacional, como Lee Konitz e John Abercrombie, e participou em diversos festivais de jazz, em Portugal e no estrangeiro.

Pedro Madaleno regressa à Moita do Norte para noite de jazz no CIR Ex-Tuna. Foto arquivo: mediotejo.net

As noites de jazz promovidas pelo CIR Ex-Tuna são muito procuradas por público do concelho e de todo o distrito, num contexto em que escasseiam concertos regulares deste género musical na região. O espaço, localizado na Rua de Baixo, na pequena freguesia de Moita do Norte, afirma-se assim como um dos poucos redutos dedicados ao jazz, mantendo uma programação consistente e resistente ao longo dos anos.

As sessões “Jazz na Tuna” contam já com mais de duas décadas de existência. Iniciadas em 2004, durante a direção de Carlos Barreto, estas noites ganharam novo fôlego após um período de encerramento, com o impulso de Luís Esperança, atual responsável pela associação, e do seu irmão Jorge Esperança, músico de jazz e principal dinamizador da iniciativa. Apesar de ainda pouco conhecidas por alguns, a divulgação tem sido feita sobretudo pelo passa-palavra, mantendo viva uma tradição cultural que continua a atrair quem sabe o que vai encontrar.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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