Palestina. Foto: DR

“Se todos nós, homens e mulheres soubermos querer, a Paz será a mais bela conquista deste século, porque a batalha da Paz é a batalha da Vida.”, Maria Lamas

Nestes tempos em que rufam alto os tambores da guerra, apesar da tentativa de silenciamento, há vozes que gritam bem alto pela Paz. “Paz sim, guerra não!”, tem-se ouvido inúmeras vezes nas ruas deste país, de Norte a Sul. Exigência que soará até que as armas se calem derradeiramente. 

A vontade do povo, de viver num mundo de paz e cooperação, reflecte-se nas iniciativas de solidariedade com a Palestina, pelo fim do genocídio em curso praticado pelo governo sionista de Israel; nas acções contra a corrida ao armamento, abominando o desvio de verbas da saúde, da cultura e da educação para a compra de armas; nas manifestações que vêem como condição necessária para a Paz a dissolução dos blocos militares, como vem consagrado na Constituição da República Portuguesa.

Como grande força impulsionadora da Paz que é, o Partido Comunista Português tem estado presente nesses momentos de luta pela vida. Contra toda a propaganda difamatória e clamores fascizantes, mantemo-nos firmes na exigência do fim da guerra. No entanto, não estamos sós, estamos “orgulhosamente” acompanhados.

Cada vez mais vozes dão razão ao PCP, afirmando a necessidade de uma solução diplomática para a guerra na Ucrânia. A força com que se exige o fim do massacre do povo palestiniano cresce de dia para dia. Um crescente fôlego abre portas a um mundo melhor.

Ao contrário do que nos querem fazer crer, a Paz não é uma utopia – é um trabalho material e concreto de cooperação dos povos. E a guerra não é uma condição necessária para que a humanidade prospere – como se o motor da História fosse uma competição sangrenta, em que, para uns viverem bem, outros têm de viver muito mal.

A guerra é uma necessidade apenas para os grandes capitalistas que exploram os recursos dos povos atingidos, ou que querem assegurar “pontos estratégicos” em zonas de acesso a recursos e rotas de comércio dos mesmos. Dividindo para reinar, criam inimigos fictícios, colmatando as cisões internas causadas pelas políticas de austeridade com políticas externas de combate a inimigos que não existem.

Desbravando o caminho em direção a mundo de cooperação, sem exploração de povos em prol do enriquecimento de uma minoria, a Paz torna-se real.

A próxima manifestação pela Paz, dizendo respeito ao momento em que esta crónica está a ser escrita, terá lugar em Lisboa, no dia 18 de Janeiro. Nesta e noutras ações que estão para vir, quantas mais vozes se juntarem, mais força o apelo terá. Todos juntos, pela Paz, conseguiremos calar os senhores da guerra!

Natural de Torres Novas (n. 1989), onde vive, é artista visual e doutorando em História da Arte. Licenciado em Filosofia e mestre em Mercados da Arte, é membro da Comissão Concelhia de Torres Novas do PCP e membro dos organismos executivos da Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP.

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