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Neste mês de março, mês em que se aproximam as eleições para o Parlamento Europeu vou tentar falar um pouco do populismo, visto que esta expressão se generalizou e entrou pelas nossas casas e nas nossas vidas sem que nós saibamos bem o que ela queira dizer.

Estando eu a estudar Ciência Política sinto-me no dever de ajudar o leitor a descobrir mais sobre o que é a política e ao mesmo tempo dar-lhe as ferramentas, como me dão a mim, para formar a sua própria opinião e as suas ideias.

Primeiramente é importante distinguir o patriotismo de nacionalismo. Enquanto que patriotismo nos remete para o passado histórico de um povo ou país e para a grandeza do passado, o nacionalismo é a esperança de um crescimento e uma hegemonia de um povo perante os outros, isto segundo Anthony Giddens em “Para além da esquerda e da direita”, ma há ainda autores que especificam mais a diferença entre estas duas expressões. Enquanto que o patriotismo é a demonstração de um amor e pertença a um Estado e aos símbolos que o representam, já o nacionalismo é a defesa da nação, enquanto espaço territorialmente delimitado, com uma etnia própria e um legado cultural e linguístico específico.

Como se pode perceber, o nacionalismo defende uma única nação. Por exemplo, o nacionalismo exalta a nação francesa, opondo-se à união Europeia pois esta vem de facto retirar soberania ao povo francês para se governar. Basicamente é isso que defendem os nacionalistas na Europa, um pouco por todos os países e já com alguns indícios em Portugal. Mas é sempre importante saber distinguir nacionalismos de patriotismos. Eu por exemplo considero-me um patriota, pois tenho amor pelo pátria que me viu nascer e pelos símbolos que a representam, tal como pelo seu passado histórico, no entanto não acho que os portugueses sejam superiores a outros povos, estados ou nações para exaltar afincadamente este nosso país e idolatrar o nosso passado e utilizá-lo como esperança para um futuro de grandeza.

Caro leitor, espero desta breve forma ter ajudado a esclarecer este conceito e não se esqueça de começar a ler os programas eleitorais dos partidos para as eleições europeias e investigar mais sobre este assunto.

Nasceu no ano de 2000 na cidade de Abrantes. Arreigado, com muito orgulho, em Rossio ao Sul do Tejo, mas com uma enorme vontade de conhecer o Mundo. Estuda Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade da Beira Interior e ainda não sabe bem o que quer fazer da vida. Inspira-se muito na célebre frase de Sócrates (o filósofo), “Só sei que nada sei”, como mote para aprender sempre mais.

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