Esta semana termina com dois momentos muito importantes que têm implicações claras em alguns concelhos do Médio Tejo. Em primeiro lugar o Parlamento aprovou uma alteração à lei 108/2017 que prevê o alargamento dos apoios dados a Pedrogão a outras zonas afetadas pelos incêndios de 2017 e, espero eu, aprovará esta sexta-feira a implementação de “projetos-piloto” de reflorestação nos concelhos mais devastados pelos incêndios, em particular Mação e Vila de Rei, Gavião, Nisa, Oleiros, entre outros.

Estas duas propostas visam corrigir a discriminação que o Governo provocou nesta região e sobre a qual já aqui escrevi (http://mediotejo.net/parece-que-nao-houve-fogos-em-portugal-nem-em-julho-nem-agosto-por-duarte-marques/).

Por um lado, estendemos os apoios previstos para Pedrogão a concelhos como Mação, o 3º mais ardido do país, mas também abre essa possibilidade a Abrantes, Sardoal, Ferreira do Zêzere, Vila de Rei, Nisa, Gavião, Oleiros e Fundão, entre outros.

A vergonha pública obrigou a que os partidos da coligação, PCP, BE e PS, aprovassem finalmente aquilo que o PSD e os autarcas afetados vinham defendendo desde agosto.

Alguns desde apoios agora aprovados chegam tarde demais, outros já não fazem sentido, mas muito há ainda a aproveitar para ajudar estas populações que tanto têm sido discriminadas injustamente.

No debate em plenário sobre a reflorestação, lembrei que Mação, Vila de Rei, Sertã, Proença-a-Nova, Oleiros, o Pinhal Interior, foram durante muitos anos considerados como o “pulmão verde” da Europa. Ora esse pulmão ardeu, está preto como o pulmão de um fumador compulsivo com décadas de experiência.

A discriminação que muitos habitantes destes concelhos têm sofrido é um sinal de total desrespeito pelo seu sofrimento, mas demonstra também a indecência de um governo que foi incompetente no combate e trata diferente populações que foram igualmente afetadas.

Até agora tem havido portugueses de 1ª e de 2º. Espero que estes dois passos agora dados, com o apoio de todas as bancadas do Parlamento, sejam uma nova oportunidade para as populações tão desgraçadas pelas tragédias deste verão.

O Parlamento corrigiu os erros e a teimosia do Primeiro-Ministro, a insensibilidade do Ministro da Segurança Social, curiosamente eleito por Santarém como Deputado, e a discriminação do Ministro Pedro Marques na reprogramação das verbas do PT2020.

Desta vez o Parlamento esteve à altura das suas responsabilidades e defendeu o povo contra a arrogância e incompetência do Governo.

Duarte Marques, 39 anos, é natural de Mação. Fez o liceu em Castelo Branco e tirou Relações Internacionais no Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Estratégia Internacional de Empresa. É fellow do German Marshall Fund desde 2013. Trabalhou com Nuno Morais Sarmento no Governo de Durão Barroso ao longo de dois anos. Esteve seis anos em Bruxelas na chefia do gabinete português do PPE no Parlamento Europeu, onde trabalhou com Vasco Graça Moura, José Silva Peneda, João de Deus Pinheiro, Assunção Esteves, Graça Carvalho, Carlos Coelho, Paulo Rangel, entre outros.
Foi Presidente da JSD e deputado na última legislatura, onde desempenhou as funções Vice Coordenador do PSD na Comissão de Educação, Ciência e Cultura e integrou a Comissão de Inquérito ao caso BES, a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Negócios Estrangeiros e Cooperação. O Deputado Duarte Marques, eleito nas listas do PSD pelo círculo de Santarém, foi eleito em janeiro de 2016 um dos novos representantes portugueses na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, com sede em Estrasburgo. É ainda membro da Assembleia Municipal de Mação.
Sócio de uma empresa de criatividade e publicidade com sede em Lisboa, é também administrador do Instituto Francisco Sá Carneiro, director Adjunto da Universidade de Verão do PSD, cronista do Expresso online, do Médio Tejo digital e membro do painel permanente do programa Frente a Frente da SIC Notícias.

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