A IV Romaria nacional de São Miguel Arcanjo realiza-se no dia 26 de setembro, em Vila Nova da Barquinha e Tancos, juntando paraquedistas, antigos militares, familiares e convidados numa jornada de cariz religioso, mas também de homenagem e confraternização da comunidade paraquedista.
A iniciativa é organizada este ano pelo Pára Clube Nacional “Os Boinas Verdes” e pela Associação de Paraquedistas da Ordem dos Grifos 63, no âmbito do Plano de Atividades para 2026 da União Portuguesa de Paraquedistas (UPP).
A concentração dos participantes está marcada para o Largo do Primeiro de Dezembro, em Vila Nova da Barquinha, estando a partida da romaria prevista para as 08h45, a partir do cais de Tancos/Arripiado.
O andor de São Miguel Arcanjo seguirá pelo rio Tejo até ao cais Miguel Pombeiro, onde deverá chegar às 09h30. A partir daí, os participantes seguem em romaria para o local da cerimónia religiosa, com início marcado para as 10h30.
A cerimónia religiosa termina às 11h15, seguindo-se, às 11h45, a romaria até ao Portão do Batalhão de Infantaria do Regimento de Paraquedistas, em Tancos. Ao meio-dia terá lugar a homenagem aos mortos em combate, um dos momentos solenes da programação.

Às 12h30 está prevista uma demonstração de saltos de paraquedas para o campo de futebol, seguindo-se, às 13h00, o almoço de confraternização, com o encerramento da romaria previsto para as 17h00.
Setenta anos das Tropas Paraquedistas
A edição deste ano acontece num momento particularmente simbólico para a comunidade paraquedista, depois de Portugal ter assinalado, em 23 de maio, os 70 anos das Tropas Paraquedistas.
As comemorações decorreram no Regimento de Paraquedistas, em Tancos, a “Casa-Mãe” das Tropas Paraquedistas, com um programa que incluiu cerimónia militar, homenagem aos mortos, demonstrações aeroterrestres e cinotécnicas, exposições e outras atividades abertas ao público.
A efeméride assinala sete décadas desde a criação da primeira unidade paraquedista portuguesa. Segundo a história das Tropas Paraquedistas, o quartel do Batalhão de Caçadores Paraquedistas foi inaugurado em 23 de maio de 1956, data que permanece como o dia de referência da força.

As comemorações dos 70 anos levaram milhares de antigos e atuais “boinas verdes” a Tancos, numa reunião que juntou diferentes gerações da comunidade paraquedista.
São Miguel Arcanjo, o padroeiro
A devoção a São Miguel Arcanjo ocupa um lugar particular na identidade das Tropas Paraquedistas. A figura do arcanjo, representado como guerreiro celestial, é associada à proteção dos militares e à ideia de combate e descida dos céus, numa ligação simbólica à própria natureza da atividade paraquedista.
A romaria procura precisamente juntar essa dimensão religiosa à camaradagem que caracteriza a comunidade dos “boinas verdes”, reunindo antigos e atuais paraquedistas em torno do seu padroeiro.
A tradição de romarias nacionais em honra de São Miguel Arcanjo tem vindo a reunir paraquedistas de diferentes gerações e de várias regiões do país. A primeira edição nacional realizou-se em 2023, em Ponte de Lima, com mais de mil paraquedistas, tendo a iniciativa prosseguido posteriormente noutros locais.
Em 2025, a terceira romaria nacional decorreu em Coimbra e reuniu mais de mil antigos e atuais paraquedistas, embora as condições meteorológicas tenham levado ao cancelamento dos saltos de paraquedas inicialmente previstos.
A edição de 2026 regressa assim à região onde está instalada a “Casa-Mãe” das Tropas Paraquedistas, fazendo do Tejo o cenário para o início da homenagem ao padroeiro.

O lema dos paraquedistas – “Que nunca por vencidos se conheçam” – acompanha uma jornada que pretende conjugar fé, memória, camaradagem e a demonstração de uma das principais marcas da especialidade militar: o salto de paraquedas.
As inscrições para o almoço de confraternização devem ser efetuadas através das associações participantes até 18 de setembro.


