A imprensa regional está de parabéns.
Se hoje se celebram três anos desde que o mediotejo.net nasceu, e apesar de curta vida, longa é já a sua história e o seu prestígio, também é verdade que o Jornal de Abrantes e a Antena Livre ganharam uma nova vida.
A amizade e consideração pessoal que tenho pelas pessoas que lideram ambos os projetos podem contaminar a minha avaliação e o elogio que faço a ambas as equipas, mas a verdade é que ambos merecem o nosso maior respeito, consideração e admiração.
Se o mediotejo.net veio preencher um espaço novo, foi uma lufada de ar fresco na região do Médio Tejo, o investimento feito por “gente da terra” na Antena Livre / Jornal de Abrantes veio dar uma esperança a dois históricos órgãos de comunicação social.
Quer em termos culturais, quer turísticos ou até políticos, há um antes e um depois do “nascimento” do mediotejo.net
Recordo especialmente a notável frase do Luís Ablú que sublinhou como das razões para o seu investimento “impedir que uma qualquer igreja tomasse conta da Antena Livre”. Confesso que isso me fez pensar que de facto é o mais recorrente por esse país fora. Os territórios do interior precisam de empresários e de jornalistas assim, que defendam a imprensa regional para que esta possa fazer o seu trabalho com rigor e isenção. A cidadania e a democracia agradecem.
É cada vez mais fundamental encontrar nestes territórios órgãos de imprensa com autonomia e sustentabilidade que lhes permitam noticiar o que de mais importante acontecer nestas regiões, mas garantir também a necessária capacidade de escrutínio aos poderes públicos locais que a cada dia que passa recebem mais responsabilidades, mais competências e mais dinheiro.
Apoiar projetos como estes é uma responsabilidade de todos nós. Cidadãos, políticos, autarcas, empresas ou instituições devem empenhar-se em apoiar “esta gente”. Recolher o apoio das mais diferentes instituições ou entidades, públicas ou privadas, é a melhor garantia que temos da independência da comunicação social.
A imprensa só é inútil e danosa quando é incompetente ou quando depende em particular de alguém. Garantir a sustentabilidade destes projetos, a diversidade de apoios e patrocínios, é garantir a sua isenção e a sua independência.
Num tempo em que a propaganda, as meias verdades ou as fakenews são cada vez mais frequentes, o papel da imprensa está cada vez assente na nobre missão de separar o “trigo do joio”, a propaganda da verdade, a diferença entre notícia e fakenews.
Bom trabalho e longa vida a todos.
