Paulo Fonseca na apresentação do seu programa eleitoral. Foto: mediotejo.net

“25 Medidas de referência, dez medidas para concretizar em seis pontos orientadores para atingir os quatro grandes objectivos”. É este o programa eleitoral do Partido Socialista apresentado este sábado, 9 de Setembro, em Ourém “contra um cinzentismo que teima em regressar”.

Trata-se de um programa de “visão partilhada” defendeu o cabeça de lista da campanha cujo lema é “Confiança no futuro”, e que resulta de um conjunto de reuniões temáticas com vários cidadãos do concelho. As 10 linhas orientadoras temáticas do programa eleitoral socialista para o concelho de Ourém serão revistas anualmente, anunciou o candidato do partido a um terceiro mandato. Estas propostas inserem-se num “programa de visão geral que depois desce a 13 propostas de visão local”, explicou Paulo Fonseca., referindo-se às diferentes freguesias e uniões de freguesias.

Os quatro grandes objectivos apresentados pelos socialistas são: “Ter um concelho de empreendedores, inovador e competitivo”, “um concelho de paz e de reconhecida dimensão mundial”, “um concelho de história riqueza, dinamismo, artes e qualidade de vida” e, por fim, “um concelho de excelência para visitar, viver e criar uma família”.
As diferentes apostas são feitas na revitalização das zonas industriais, na construção dos centros escolares de Caxarias e Atouguia, na urgência da ligação da A1 ao IC9 “para ter o valor que queremos”.

Uma aposta também no prolongamento do Parque Dr António Teixeira (ou parque linear) até à ponte dos namorados (junto ao Intermarché). No programa socialista há também a construção do pavilhão desportivo em Ourém e no Olival, bem como a construção dos centros culturais em Ourém e Fátima e a conclusão do parque da cidade de Fátima.

Paulo Fonseca oferece rosa à presidente da Comissão de honra. Foto: mediotejo.net

As críticas ao “cinzento”
Paulo Fonseca pontuou a sua intervenção com várias referências ao “cinzento” e ao “cinzentismo” numa referência implícita à candidatura da Coligação Ourém Sempre (PPD/PSD-CDS/PP).

“Os nossos cinzentos puseram uma impugnação para que eu não seja candidato” afirmou Paulo Fonseca e adiantou que aguarda a decisão do Tribunal Constitucional “na quarta ou quinta-feira”. No entanto, “é absolutamente irrelevante quem vai à frente. Somos uma equipa e estamos juntos até 1 de outubro”, garantiu, referindo que os socialistas farão campanha juntos. Mesmo que Fonseca não seja candidato, já frisou que está na campanha.

“O nosso programa contém uma grande diferença dos nossos adversários. Tem zero de demagogia”, disse, aludindo à promessa da lista de Luís Albuquerque da criação de três mil novos postos de trabalho. “Ainda pensámos em inscrever 3.500 empregos”, mas “toda a gente percebe que é demagogia”.

Nova referência do candidato socialista em relação aos “adversários” para questionar o valor gasto em campanha eleitoral. É “escandaloso que se gaste este dinheiro todo e sabe-se lá de onde vem”, realçou. Ao mesmo tempo, Fonseca manifestou-se “chocado” pelo facto dos “adversários” gastarem 70 mil euros em campanha, sendo que o PS gastará metade.

O socialista elogiou, no entanto, o antigo presidente da Câmara, David Catarino (eleito pelo PSD), pelo trabalho desenvolvido em prol dos Caminhos de Fátima.

Também Deolinda Simões, presidente da Comissão de Honra, condenou o “cinzento” e defendeu que “Paulo Fonseca é vocacionado para servir as suas gentes e a sua terra”. Alguém que “tem um currículo autárquico forte e não porque é filho de alguém”.

Na lista da Comissão de Honra composta por mais de oito dezenas de pessoas encontram-se nomes como o atleta de BTT David Rosa, Francisco Vieira ou Nazareno do Carmo.

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