O Ministério da Saúde garantiu, numa resposta a questões do PSD, que a perda de utentes de Ourém “não foi muito significativa”, desde a alteração feita na referenciação de doentes.
Os deputados do PSD eleitos por Santarém questionaram o Governo sobre qual a verba do contrato-programa do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) em 2016, qual a verba prevista para 2017, qual o número de utentes do concelho de Ourém que passaram a ser atendidos no Hospital Distrital de Leiria, e se houve perda de utentes em 2016, desde a alteração na referenciação.
Os deputados lembraram que, “num passado recente, e após uma reivindicação compreensível e antiga da população do concelho de Ourém, o ministro da Saúde permitiu que os habitantes” do concelho “pudessem tornar-se utentes do Hospital Distrital de Leiria devido à maior proximidade geográfica de algumas freguesias”.
Na resposta, a que a Lusa teve acesso, o Ministério da Saúde diz que o valor do contrato programa de 2016 foi de perto de 62 milhões de euros e que, ao longo do ano, foi recebido faseadamente um montante de 14,7 milhões para regularização de dívidas a fornecedores, totalizando um montante final global em 2016 de 76,6 milhões de euros. A tutela informa ainda que “a verba do contrato programa 2017 para o CHMT é de 59,6 milhões de euros e que, a este valor, serão acrescidos os vários montantes para regularização de dívida a fornecedores”.
Segundo a resposta do Governo, “a perda de utentes de Ourém não foi muito significativa e onde se sentiu maior impacto foi no Serviço de Urgências de Tomar”, onde o número de cirurgias aumentou.
