Luís Miguel Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Ourém, sublinhou os últimos três anos de mandato como “um caminho de progresso e modernização, ancorado numa visão estratégica que combina desenvolvimento económico, coesão social e sustentabilidade ambiental”.
Durante a sessão, que contou ainda com a presença da vice-presidente Isabel Costa e dos vereadores Rui Vital, Humberto Antunes e Micaela Durão, foram recordados os investimentos em infraestruturas, saúde, educação e sustentabilidade o que “permitiu observar uma evolução clara e robusta nestas áreas que são fundamentais para um crescimento preparado para os desafios futuros”.

O autarca vincou também a “aposta contínua” em políticas de inclusão social e cultural, sendo um “testemunho sólido de que a coesão comunitária está também no centro das prioridades municipais”.
Para Luís Miguel Albuquerque, este último mandato traduz-se num exemplo de governação local que combina “eficiência, transparência e proximidade, num trajeto que ilustra o poder transformador de uma administração focada no serviço público e comprometida com o progresso coletivo, consolidando Ourém como um concelho de referência nacional”.
O edil traçou um breve resumo da situação financeira do município e que permite atestar os investimentos anteriormente elencados, associada a uma “rigorosa estratégia de utilização de fundos comunitários” que permitiu captar 22 milhões de euros de um total de 33 milhões de investimentos.
O orçamento para 2024 foi o maior já registrado pelo município em que dos 66,4 milhões de euros, 29,5 milhões foram destinados a investimentos nas mais diversas áreas.
Já em 2023, o orçamento tinha sido de 56,5 milhões de euros, com 25,8 milhões de euros alocados para investimentos, o que representou um aumento de 2,6 milhões de euros em relação ao ano anterior. O resultado corrente foi positivo em 11,6 milhões de euros, superando a meta legal estabelecida para o grau de execução das receitas que foi de 100,4%, muito acima dos 85% exigidos por lei.


Questionado quanto aos projetos mais emblemáticos do mandato, Luís Miguel Albuquerque destacou a aposta na criação de infraestruturas empresariais, com destaque para a Área de Acolhimento Empresarial de Freixianda como “motor de atração de investimentos e criação de emprego” e ainda as intervenções urbanísticas como a reabilitação da Rua Dr. Francisco Sá Carneiro, o prolongamento da Avenida D. Nuno Álvares Pereira ou a Estrada de Minde, “investimentos avultados que melhoraram em muito a circulação, segurança e a qualidade do espaço público municipal”.
A educação foi apontada como uma das prioridades aos longo dos últimos três anos, tendo sido destacadas as recentes obras de reabilitação da escola sede do Agrupamento de Escolas de Caxarias e do Centro Escolar de Atouguia e os apoios para a criação ou ampliação de creches a IPSS’s, com quatro investimentos já aprovados no valor de 461.157,97€.
Na saúde, para além da requalificação das unidades de saúde de Caxarias e Rio de Couros, o executivo destacou ainda a requalificação do edifício da Unidade de Saúde Familiar de Fátima, a iniciar brevemente e o projeto já aprovado de ampliação e modernização do Centro de Saúde de Ourém.

O projeto “Bata Branca” ajudou a mitigar a falta de médicos de família, com o reforço de 175 horas semanais de atendimento médico, enquanto programas como o “Viver + Saudável” incentivaram a prática desportiva entre os idosos.
No domínio da habitação, o autarca recordou que recentemente foram aprovados os projetos que permitirão construir 36 apartamentos em Ourém e requalificar um edifício em Fátima com capacidade para 25 apartamentos.
Na vertente desportiva, o executivo identificou, a título de exemplo, a renovação do ringue de Matas, mas também a I Gala do Desporto de Ourém, ocasião que reuniu atletas, treinadores, dirigentes e clubes para reconhecer e premiar os feitos e o esforço de todos aqueles que elevam o nome do concelho nas mais variadas modalidades.
Ao nível da mobilidade o executivo destacou o serviço TUFO e a implementação de um sistema de bicicletas públicas como iniciativas sustentáveis, complementadas pela aquisição de viaturas elétricas para a frota municipal.
A organização de grandes eventos “foi outra bandeira do Município”, tendo o autarca recordado a chegada da Volta a Portugal e uma etapa da La Vuelta, momentos que “projetaram Ourém para uma audiência global”, à semelhança da Jornada Mundial da Juventude e o Festival Internacional Shrines of Europe.
Até ao final do mandato, o executivo tem alguns projetos “em carteira”, nomeadamente a ampliação e requalificação do Centro de Saúde de Ourém; a requalificação da escola sede do Agrupamento de Escolas Conde de Ourém; a requalificação do núcleo central urbanístico em Vilar dos Prazeres e a execução de redes de drenagem de águas residuais em Urqueira.


Até 2025, o executivo espera ainda reabilitar o edifício da rodoviária para instalação da loja do cidadão; a requalificação de arruamentos do centro norte da cidade de Fátima; a execução de dois campos sintéticos junto ao estádio de Fátima; a requalificação da casa dos magistrados e do Parque Cidade de Fátima.
Questionado quanto a uma possível recandidatura, Luís Miguel Albuquerque afirma ser ainda cedo para uma decisão. “Estamos sensivelmente a um ano de eleições autárquicas, é uma decisão que não está tomada, é muito cedo para falarmos nisso (…). Tudo terá o seu tempo e penso que lá para a primavera do ano que vem haverá decisões sobre essa matéria”.
