Foto: D.R.
A obra em causa trata-se de um edifício de 13 mil metros quadrados no reduto Gomes Freira, em Oeiras, estimado em 19.5 milhões de euros.
O Ministério da Defesa recusou hoje comentar as acusações de favorecimento feitas numa queixa-crime contra o diretor-geral responsável pelo concurso público para a construção da escola da NATO, em Oeiras, cujas obras começam no fim do mês.

Contactado pela Lusa, o gabinete do ministro da Defesa disse que o ministério “não comenta” aquelas acusações e que desconhece a queixa-crime que, segundo o Jornal de Notícias, a empresa que perdeu o concurso apresentou no Departamento Central de Investigação e Ação Penal.

Segundo a mesma fonte oficial, o diretor-geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, “não foi notificado” e também não comenta para já as acusações de alegado favorecimento.

Segundo a mesma fonte, o Ministério da Defesa tem apenas conhecimento da queixa apresentada pela Tecnorém junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria, visando a anulação dos resultados do concurso, numa ação que tinha um “efeito suspensivo automático” da obra.

Face a essa ação judicial, o Ministério da Defesa requereu junto do tribunal o levantamento desse “efeito suspensivo” e viu ser-lhe dada razão, numa decisão com data de 23 de março, indicou a mesma fonte.

Questionado sobre os motivos da exclusão da Tecnorém do concurso público, o gabinete do ministério da Defesa indicou que o relatório final do júri refere “falta de habilitações necessárias” e “falsas declarações” relativamente às habilitações.

Face à decisão do tribunal de Leiria, que autorizou o levantamento do “efeito suspensivo”, as obras para a construção da escola da NATO no Reduto Gomes Freire “vão começar no fim do mês”, de acordo com o calendário previsto, adiantou.

De acordo com o JN, a Mota-Engil ficou em segundo lugar no concurso, mas, depois de apresentar uma reclamação, passou para primeiro.

O jornal Público de hoje cita uma fonte próxima de Paulo Portas, afirmando que a alegação da empresa Tecnorém é difamatória. Ao JN, a assessoria de imprensa da Mota-Engil declara que o processo foi conduzido com lisura.

c/LUSA

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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