Foto: CMO

A gastronomia tradicional de Ourém vai estar no centro de um projeto de investigação que pretende identificar, estudar e promover os produtos e receitas mais representativos do concelho. A iniciativa, apresentada e aprovada em reunião do executivo, culminará na publicação de uma obra dedicada ao património alimentar local.

Designado “Ourém: Cozinhas do Sagrado e do Profano”, o projeto será coordenado pela investigadora Olga Cavaleiro, autora de diversas publicações sobre gastronomia portuguesa. O trabalho pretende aprofundar a relação entre a alimentação, as tradições populares e a dimensão religiosa presente no território, explorando práticas, rituais e costumes que marcaram a identidade gastronómica oureense ao longo do tempo.

Numa primeira fase, será realizado um levantamento dos produtos e receituários típicos do concelho, seguindo-se a elaboração de um calendário alimentar organizado de acordo com as diferentes épocas do ano. O objetivo passa por preservar este conhecimento e simultaneamente criar novas oportunidades de valorização turística e cultural.

O projeto prevê ainda a transferência do conhecimento recolhido para os agentes do setor turístico e da restauração, através de uma colaboração com a Escola de Hotelaria de Fátima. A intenção é apoiar a criação de ementas inspiradas na tradição gastronómica local, reforçando a ligação entre a oferta turística e a identidade do território.

Outra das vertentes da iniciativa passa pela articulação com a Vitiourém, procurando integrar os vinhos produzidos no concelho nas propostas gastronómicas que venham a ser desenvolvidas. Desta forma, pretende-se promover uma experiência mais completa associada aos sabores da região.

O trabalho de investigação dará origem ao livro “Ourém: Cozinhas do Sagrado e do Profano”, publicação que reunirá o património gastronómico identificado e que será utilizada como instrumento de divulgação da cultura e das tradições locais.

Para o município, o projeto, apresentado no dia 15 de junho, representa uma oportunidade para reforçar a atratividade do concelho, aproveitando também a projeção turística de Fátima enquanto principal destino de turismo religioso do país.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

Deixe um comentário

Leave a Reply