Foto: TripAdvisor

Foi retirada a licença para música ao ar livre no bar Praça Viva club caffé, no centro histórico da cidade de Ourém, depois da meia-noite. A proprietária compareceu à reunião camarária de 1 de setembro, sexta-feira, pedindo esclarecimentos sobre a retirada da autorização municipal, referindo que não foi sequer chamada a discutir o assunto. A vereadora Lucília Vieira informou que haviam cinco queixas na polícia sobre o ruído e outras tantas, de forma informal, realizadas junto da vereação.

O Praça Viva club caffé é um bar em Ourém que tem apostado em espetáculos de música ao ar livre, dinamizando uma zona pacata da cidade, tendo para isso as devidas licenças camarárias. No entanto, conforme explicou a proprietária Francisca Alves, as licenças foram retiradas recentemente sem pré-aviso, com base em queixas sobre o ruído.

Em reunião de câmara, a responsável comentou que, da informação que tinha dos vizinhos, o barulho não era assim tão elevado e que nunca ninguém tinha ido ao espaço medir o som nem esta foi chamada a discutir o problema na Câmara Municipal.

A vereadora Lucília Vieira esclareceu porém que existem cinco queixas de ruído feitas na polícia, de pessoas diferentes, e que efetivamente os valores do ruído não estão a ser cumpridos. Adiantou também, em conjunto com o presidente Paulo Fonseca, que há muitas outras queixas realizadas de forma informal junto do executivo. Decidiu-se assim retirar a licença, permitindo-se espetáculos exteriores apenas até à meia-noite, sendo que depois terão que decorrer no interior do bar.

O tema gerou algum debate, com Francisca Alves a argumentar que algumas das queixas de ruído não resultaram de espetáculos no bar mas dos próprios concertos promovidos pelo município ao ar livre. Acabou-se por decidir realizar uma avaliação independente aos volumes de ruído do bar para reanalisar a situação.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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4 Comments

  1. Foi com grande satisfação que tomei conhecimento que a Camara Municipal, na pessoa do seu Presidente e vereação, decidiu pôr fim ao desrespeito que o dito Barzeco tinha para com os moradores da zona. As pessoas de bem, têm direito ao descanso e não pretendem e nem aceitam que a Praça Dr Agostinho Albano de Almeida se transforme num local pouco recomendável, onde a bebida e a droga começavam a proliferar. A Dona Xica não pode falar pelos seus vizinhos e se acha que “o barulho (a classificação é da Xica) não era assim tão elevado” que o leve para sua casa porque, pelos vistos é apenas a sua opinião contra a de dezenas de moradores da zona. A Praça é um local público e não pode ser apropriado por uns empresários arruaceiros e impreparados. A Polícia de Segurança Pública tinha conhecimento dos factos mas sentia-se impotente para agir, já que havia uma licença camarária. Agora não irá passar mais vexames e irá estar muito atenta aos incumprimentos. Para terminar, quero dizer que a Xica não tem razão quando diz que o Barulho nunca tinha sido medido; a Xica não conhece a Lei – se a conhecesse tinha respeitado com inteligência a oportunidade que a Camara lhe deu para exercer a sua actividade como Empresária. Com pessoas deste gabarito não há nada a fazer… Pelos vistos a Camara cansou-se e a PSP não quer ver os seus Agentes a “mendigarem” junto do referido Bar, para que a Lei do ruído seja respeitada. Há que fiscalizar estes locai e se calhar os fiscais que fiscalizam.
    Grata à Camara de Ourém que teve a coragem de tomar esta medida.

    1. Excelentíssima Sra Maria da Dores, chamo-me António Mariano, sou irmão da Francisca Margarida dos Santos Henriques Maia Alves! (Xica é a sua excelentíssima prima), não sei se me conhece, mas, vou-me dar a conhecer…. Neste momento encontro-me a trabalhar, mais tarde irei responder às suas graves acusações e remeter para a entidade própria para a senhora responder sobre o que escreve, bem vejo que é covarde o suficiente para não dar a “cara”, mas não se preocupe que eu encontro-a!
      Cumprimentos,
      Antonio Mariano

      1. com a publicação deste comentário, o jornal encerra este capítulo de respostas e contra respostas, considerando ter dado o espaço devido aos cidadãos envolvidos. obrigado pela compreensão

  2. Cara Mariazinha:
    (como não usou o seu nome verdadeiro é assim que a vou tratar).
    Pois é com grande satisfação e divertimento que lhe respondo ao seu fabulástico comentário que mereceu 5min do meu tempo para responder e que lhe deve ter levado umas boas horas a escrever…
    Pelo conteúdo do seu texto, depreendo que pertença ou queira pertencer a algum cargo na Câmara Municipal referida e uma vez que estamos em ano de eleições… “vale tudo” para atingir objectivos…
    Gostaria de primeiramente a corrigir, quando trata a proprietária do estabelecimento em questão, Dra. Francisca Alves por “Xica”!!
    Oh Mariazinha, se quiser ser levada a sério, logo aqui perde pontos, pois se pesquisar no google, não é assim que se “constroi” uma crítica, se queremos que a mesma seja levada a sério. E por falar nisto, é PRAÇA VIVA CLUB CAFÉ, sim, porque “barzeco” nem consta no dicionário… a Mariazinha deve ter-se enganado nas teclas… acontece a todos deixe lá!
    Reparei que menciona no seu texto que percebe de leis e que também está muito preocupada com o trabalho e o bem-estar da PSP de Ourém, pelo que gostaria de a advertir que os seus comentários: “num local pouco recomendável, onde a bebida e a droga começavam a proliferar.”, se chamam Difamação, Calúnia e Injúria e que, caso não existam provas da sua veracidade, dão aso a processo penal punido por lei. Mas isto já a Mariazinha deve saber, uma vez que se deu ao trabalho de criar uma conta com um nome fictício para não dar “trabalho” á PSP de Ourém. Bem, já perdi tempo de mais a “corrigi-la” e vou fazer uma pausa para ir disfrutar de um daqueles maravilhosos cocktails de fruta que fazem no Bar Praça Viva… com sorte ainda a encontro sentada na mesma esplanada, ao meu lado a beber algo e a ouvir uma músiquinha fantástica daqueles grupos maravilhosos, que os proprietários deste bar trazem a Ourém… sim Mariazinha, os mesmos proprietários que a menina trata por “arruaceiros e impreparados”, mas que dão provas diárias e constantes que são empresários de mérito e sucesso e que são conhecidos de norte a sul do País. Peço desde já desculpa se não a cumprimentar nesta mesma esplanada mas vai ser difícil reconhecê-la sem saber quem realmente é!

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