João Moura, presidente da Assembleia Municipal de Ourém. Foto: CMO

O Presidente da Assembleia Municipal de Ourém, João Moura, publicou uma “Carta aberta aos senhores autarcas das Freguesias do Concelho” em que os desafia a acolherem refugiados da Ucrânia.

“Temos aqui uma oportunidade de ver crescer as nossas freguesias, com as mulheres e crianças oriundas deste povo-irmão”, realça João Moura.

São várias as razões que o autarca apresenta para fazer este apelo: “Primeiro, sabemos que nos nossos lugares existem muitas casas desabitadas e com condições para acolher estas pessoas. Os oureenses já mostraram ser solidários em vários momentos e certamente que neste também serão; Segundo, o nosso concelho tem uma elevada carência de mão de obra em várias áreas; Terceiro, Ourém, nomeadamente os lugares do norte do concelho, têm perdido população”.

João Moura apela à “solidariedade e caráter humanista”, e desafia os executivos das juntas, “para que possam realizar um trabalho sério na procura de condições de habitação para estas famílias, bem como a possibilidade de os inserir na vida ativa”.

“Não pretendemos dar uma casa a estas pessoas. Queremos dar-lhes a possibilidade de terem um lar”, sublinha o autarca, lembrando que “a presença do povo ucraniano entre nós não é uma novidade”.

Ourém tem desde há alguns anos a maior comunidade de ucranianos no Médio Tejo e uma das mais significativas no país. Os dados oficiais apontam para a permanência de 460 cidadãos da Ucrânia no concelho, sendo que, em 2020, 438 já se encontravam com a sua situação regularizada.

Na opinião do autarca, são “pessoas honestas, trabalhadoras e com elevado nível de instrução”, cuja integração no concelho “tem sido realizada de forma exemplar”.

“Atendendo ao momento especial que estamos a atravessar e à quase ausência de respostas da parte do Governo, nós, eleitos locais, temos uma responsabilidade acrescida na comunidade. Cada um dos senhores autarcas pode ter um papel fundamental no acolhimento e integração de muitas das famílias, nas respetivas freguesias”, desafia João Moura.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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