Incêndio de Ribeira de Fárrio em outubro de 2017 Foto: mediotejo.net

A Câmara Municipal de Ourém aprovou em reunião de executivo a proposta de criação de uma “Área Integrada de Gestão da Paisagem” (AIGP) nas freguesias situadas no norte do concelho. O projeto visa atuar de forma mais incisiva em zonas de paisagem florestal, onde há maior probabilidade de incêndios.

Segundo explicou o presidente, Luís Albuquerque (PSD-CDS), com esta área criada o município pode aceder posteriormente a fundos comunitários destinados à floresta. “Será uma oportunidade para recuperar as zonas onde decorreram os incêndios de 2017, onde é preciso intervir, mas para isso, é preciso ter acesso a fundos comunitários”, exemplificando que a intervenção poderá passar pela “reflorestação, abertura de caminhos e aproveitamento de biomassa”.

Entretanto, uma nota de imprensa do município esclarece que as AIGP visam “aumentar a resiliência e diminuir a vulnerabilidade existente dos principais territórios sujeitos a elevada perigosidade de incêndio, criando possibilidades de desenvolvimento mais sustentáveis”.

Integram esta área, que corresponde a 12.962 hectares do concelho, as freguesias de Urqueira e Espite e parte das uniões de Matas – Cercal, Gondemaria – Olival, Rio de Couros – Casal dos Bernardos e Freixianda – Ribeira do Fárrio – Formigais.

Em declarações aos jornalistas, o presidente esclareceu ainda que esta AIGP nada tem a ver com as ZIF – Zonas de Intervenção Florestal. Os fundos poderão ser usados para reflorestação ou incentivos à limpeza das áreas florestais.

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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