Luís Albuquerque (dirt) referiu que estão a ser resolvidos os casos de empresas e pessoas em meios urbanos que não têm água canalizada Foto: mediotejo.net

Nos próximos dois anos, o município de Ourém, em conjunto com a Be Water e através da empresa de consultoria ambiental Ecointegral, vai realizar um estudo sobre o aquífero do território. O objetivo é perceber como se encontram os recursos de água do concelho e a sua utilização, atualizando-se o cadastro dos furos de captação e se existe excesso de exploração. Atualmente, 20% da água colocada na rede de abastecimento do município é dada como perdida.

A sessão “Preservação dos Recursos Hídricos do concelho de Ourém” decorreu na sexta-feira, 23 de março, no auditório municipal e teve abertura do vice-presidente, Natálio Reis, que referiu algumas das medidas promovidas pela autarquia para preservar os recursos hídricos do concelho. O município vai avançar nos próximos meses com um estudo, a decorrer durante dois anos, sobre os recursos existentes de água.

Seguiu-se a intervenção de José Santos, em representação da concessionária de água Be Water. O responsável explicou que 60% da água consumida no concelho é dos recursos locais, mas que 20% dos cerca de 3 milhões de metros cúbicos colocados na rede são considerados “água perdida”. Para além das perdas de água comuns nas condutas, a Be Water está apostada em descobrir onde se encontram as ligações indevidas, fraude que estará ligada a tão grande percentagem de água que não é faturada.

José Santos frisou também que a água consumida em Ourém é de qualidade “excelente”, o que distingue o aquífero do concelho. “Vale ouro”, salientou.

Já Eduardo Peralta, da Ecointegral, apresentou os pormenores do estudo “Avaliação Estratégica dos Recursos Aquíferos do Município de Ourém”.  Atualizar o cadastro de furos de captação, estabelecer o volume de água armazenada, simular cenários de exploração são alguns dos objetivos desta investigação académica.

Sendo que “a competição pela água vai ser cada vez maior”, o técnico explicou que, com a redução gradual de precipitação, não obstante o aquífero de Ourém ser prolífico, este vai também diminuir.

A concluir, o presidente da Câmara de Ourém, Luís Albuquerque, referiu que a temática da água “é um problema que nos deve preocupar a todos”. Enumerando as intervenções que estão a ser realizadas ao nível de ampliação da rede de abastecimento, referiu que estão a ser resolvidos os casos de empresas e pessoas em meios urbanos sem água canalizada.”Dentro de dois/três meses estes problemas serão resolvidos”, prometeu.

Adiantou também que, em conjunto com o município de Tomar e a Agência Portuguesa do Ambiente, estão a ser desenvolvidos esforços para detetar a fonte de poluição do rio Nabão.

 

Cláudia Gameiro, 32 anos, há nove a tentar entender o mundo com o olhar de jornalista. Navegando entre dois distritos, sempre com Fátima no horizonte, à descoberta de novos lugares. Não lhe peçam que fale, desenrasca-se melhor na escrita

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